Alguém disse que as meditações que estamos fazendo aqui parecem ser uma loucura total. E são. Isso tem um propósito. É uma loucura com método; uma opção consciente.
lembre-se: você não pode enlouquecer porque quer. A loucura toma conta de você. Só assim você pode ficar louco. Se você enlouquece porque quer, isso é algo totalmente diferente. Você está basicamente no controle e quem pode controlar sua própria loucura nunca ficará louco.
Você pode ficar louco a qualquer momento porque acumulou tudo o que é necessário para enlouquecer. Todos estão exatamente no limiar da loucura.
(...) Qualquer um pode ficar louco a qualquer momento... Fique louco voluntariamente! Use a loucura como um método para se ver livre da loucura. Jogue a loucura fora do seu sistema; não continue acumulando e reprimindo a loucura. Permita que ela se liberte de você; não a retenha.
(...) Qualquer um pode ficar louco a qualquer momento... Fique louco voluntariamente! Use a loucura como um método para se ver livre da loucura. Jogue a loucura fora do seu sistema; não continue acumulando e reprimindo a loucura. Permita que ela se liberte de você; não a retenha.
Isto parece paradoxal. As pessoas que parecem muito sadias são internamente loucas. A qualquer momento essa camada de sanidade pode se romper. Ela é apenas superficial; qualquer coisa pode trincá-la. E, temporariamente, todos vocês ficam loucos. Se alguém o insulta, a camada se parte. A raiva estoura; você explode. O que é a sua raiva? Loucura temporária. Então você se recompõe, tapa o buraco, o vazamento, e fica bom de novo. Mas a sua sanidade é precária. A qualquer momento, qualquer coisa pode fazê-lo ficar louco. Sua sanidade é apenas uma loucura oculta.
Meu método ensina você a jogar fora essa loucura armazenada. Não permita que ela permaneça em seu organismo; ela é venenosa. Não a acumule; libere-a. Se a sua loucura total é liberada, não há possibilidade de você jamais se tornar louco. Uma vez que você possa sentir um ser interior não-louco, você terá ido além da loucura, você terá transcendido.
É impossível que um Buda se torne louco. Todos os outros podem se tornar loucos; só um Buda, não. Por que só um Buda? Porque ele expeliu toda a sua loucura.
Meditação significa jogar fora a sua loucura. Quando não houver mais veneno dentro de você, você terá uma qualidade diferente de ser. Você será capaz de voar, tornar-se-á leve. Então, bem-aventurança não será algo que acontece para você; não será algo que lhe vem de fora. Ela nascerá de você, será a sua própria natureza. Então, a bem-aventurança não será acidental. Ela é você; é a sua natureza, o seu tao, o seu ser, a sua verdadeira existência. E então, ninguém poderá tomar essa bem-aventurança de você.

(...) Somos parte de um mundo insano. Terapia familiar não será suficiente; precisamos de uma terapia mundial,mas quem irá ajudar? O próprio psicanalista é louco; o ajudante também precisa de ajuda; o guia também está sem rumo. Tudo não passa de um arranjo provisório: um louco ajudando o outro e esperando ajuda de algum outro. O cego conduzindo o cego.
Você não pode esperar até que o mundo todo seja tratado. Você morrerá antes, não estará aqui para sempre. Se o mundo todo está louco, se a loucura é como um oceano que nos envolve a todos, você não pode esperar; não há tempo. Portanto, terapia familiar, ou mesmo terapia mundial, não irão resolver. Só uma coisa pode ajudar. Você, como um indivíduo, por favor, não acumule loucura. Jogue-a fora, libere-a. Uma vez liberada a loucura, a fonte da sua bem-aventurança se abrirá, tornar-se-á fluente. Será como um rio. Você será preenchido por ele e, então, transbordará. E sua bem-aventurança transbordante auxiliará a todos à sua volta; ela os penetrará.
(...) Libere a sua insanidade e cedo perceberá que está liberando também uma corrente de bem-aventurança, como fluxo ininterrupto de um rio. Sempre que alguém se torna um Buda, o mundo toma parte nisso. O mundo pode saber disso ou não mas, sempre que há um Buda, o mundo todo floresce de uma certa forma. Torna-se mais consciente, mais alerta, mais bem-aventurado, mais silencioso.
Osho em, A Nova Alquimia
Osho em, A Nova Alquimia