“Não se pode falar do oceano para um sapo do brejo — criatura de uma esfera mais acanhada. Não se pode falar de um estado isento de pensamento para um pedagogo; sua visão é demasiado restrita”. — Chuang Tzu

Medo

"Força também significa ausência de medo. O que é o medo? A falha de auto-afirmação nos momentos mais críticos, a falta de auto-conhecimento e a presença da incerteza; a antecipação de futuros sofrimentos e a identificação com o corpo, além da ignorância do próprio destino e objetivo na vida" - Mouni Sadhu


Estivemos considerando o problema do medo. Vimos que a maioria de nós tem medo, e que o medo impede a iniciativa, porque faz com que nos apeguemos às pessoas e às coisas, da mesma forma que uma planta trepadeira se apega a uma árvore. Apegamo-nos aos pais, aos maridos, aos filhos, às filhas; às esposas e às nossas posses... Esta é a forma exterior do medo. Estando interiormente amedrontados, receamos ficar sós. Podemos ter muitas roupas, joias ou outras propriedades; mas, interiormente, psicologicamente, estamos muito pobres. Quanto mais pobres interiormente, tanto mais procuramos enriquecer exteriormente, apegando-nos a pessoas, a uma posição, às propriedades... Esta é a forma exterior do medo. Estando interiormente amedrontados, receamos ficar sós. Podemos ter muitas roupas, joias ou outras propriedades; mas, interiormente, psicologicamente, estamos muito pobres. Quanto mais pobres interiormente, tanto mais procuramos enriquecer exteriormente, apegando-nos a pessoas, a uma posição, às propriedades(1)

Que entendemos por medo? Medo de que? Medo de não ser? Medo do que você sãos? Medo de perder, de ter prejuízo? O medo, quer consciente, quer inconsciente, não é abstrato: ele só existe em relação com alguma coisa. (…) Temos medo de estar inseguros (…) economicamente (…) interiormente. Isto é, tememos a solidão, (…) o ser nada.(2) 

O medo perverte todos os nossos sentimentos, pensamentos e relações. É o temor que impele a maioria de nós a tornar-nos (…) “espiritual”; é ele que nos impulsiona para as soluções intelectuais que tantos oferecem; é ainda o temor que nos leva a praticar ações estranhas e peculiares. (…) O medo existe por si só? Ou só há medo em consequência do pensamento(…)?(3)

Assim, o que agora me cabe inquirir é como ficar livre do temor inspirado pelo conhecido, que é o temor de perder minha família, minha reputação, meu caráter, meu depósito no banco, meus apetites, etc. Você dirá que o temor surge da consciência; mas a sua consciência é formada pelo seu condicionamento, pode ser insensata ou sensata; a consciência, pois, também é resultado do conhecido. Existe temor enquanto há acumulação do conhecido, que gera o medo de perder. Por conseguinte, o temor do desconhecido é, na realidade, o medo de perder o conhecido, por nós acumulado. A acumulação, invariavelmente, importa em temor, o qual por sua vez importa em sofrimento.(4)

Nasce o temor quando desejo permanecer em determinado padrão. Viver sem temor significa viver sem padrão algum. Quando desejo determinada maneira de viver, esse desejo, em si, é uma fonte de temor. (…) Não posso quebrar o molde? Só posso quebrá-lo ao perceber essa verdade; que o molde está causando temor, e que o temor está reforçando o molde.(5)

O medo é tempo psicológico. Não há medo, quando não temos o tempo psicológico. (…) Nasce o medo quando o pensamento se projeta no futuro, ou se compara com o que ele próprio foi no passado. Psicologicamente, o tempo é pensamento, tanto consciente como inconsciente; e é o pensamento que cria o medo.(6)

O medo está sempre em relação com alguma coisa, não existe sozinho. Temos medo do que ontem sucedeu e que pode repetir-se hoje. (…) O pensar a respeito da dor de ontem “projeta” o medo de tornar a senti-la amanhã. Por conseguinte, é o pensamento que produz o medo. O pensamento gera o medo, e também cultiva o prazer. Para compreenderdes o medo, precisais compreender também o prazer, ambos estão relacionados.(7)

Há medo do escuro (…) do marido ou da mulher, ou do que os “outros” dizem, ou pensam ou fazem; medo da solidão ou do vazio da vida, do tédio (…); medo do futuro, da incerteza e insegurança do amanhã (…); (…) da morte, do findar da vida. Há temores em inúmeras formas - tanto neuróticos, como racionais, sãos.(…) A maioria de nós teme neuroticamente o passado, o hoje e o amanhã; de maneira que o tempo está implicado no medo. Há não só temores conscientes, (…)

mas também temores profundamente jacentes, ocultos nos recessos profundos da mente. Como investigar tanto os temores conscientes como os ocultos? O medo, por certo, é um movimento de afastamento de “o que é”; é fuga, evasão, evitação da realidade, de “o que é”. Essa fuga é que produz o medo. Também, quando há qualquer espécie de comparação, cria-se medo (…) O medo, pois, se encontra no movimento de afastamento do real.(8)

O medo destrói a liberdade. (…) O medo perverte todo pensamento, destrói toda relação. (…) Medo da opinião pública, (…) de não ser bem sucedido, medo da solidão, (…) de não ser amado; e há ainda o comparar-nos a nós próprios com o herói do que “deveria ser”.(9)

O temor existirá sob diferentes formas, grosseira ou sutilmente, enquanto existir o processo auto-ativo da ignorância, gerado pelas atividades de carência. (…) Se existir medo não pode haver inteligência, e, para despertar a inteligência, é preciso compreender plenamente o processo do “eu” na ação. Quando a mente não está presa no conflito dos opostos, ela é capaz de discernir sem escolha o processo do “eu” em sua íntegra. Enquanto esse processo continuar, tem de haver medo, e a tentativa de fugir dele apenas aumenta e fortifica o processo. Se você quer se libertar do medo, deve compreender plenamente a ação nascida da carência.(10)

Todos os opostos devem criar conflito por serem essencialmente ininteligentes. O homem medroso desenvolve a bravura. Esse processo de desenvolver a coragem é, realmente, uma fuga ao medo; se, porém, ele discernir a causa do medo, este cessará naturalmente.(11)

O problema, portanto, não é de como libertar a mente do temor, ou de como tê-la tranquila, para dissolver o temor, mas se o medo pode ser compreendido. Embora eu tenha medo de várias coisas (…) esse medo, em si, é resultado de um processo total (…) Isto é, o “eu”, o ego, em sua atividade, “projeta” o medo. A substância é o pensamento concernente ao “eu”, e sua sombra é o medo; e, evidentemente, não adianta batalhar contra a sombra, a reação.(12)

Quando há alguma oculta sombra de medo, ela deforma todo o pensamento, toda a vida, destrói a afeição, o amor e, portanto, temos de realmente entendê-lo.(13)

Vamos, portanto, examinar a questão do que fazer em relação ao medo. Se não resolvermos esse medo, viveremos na escuridão, (…) na violência. Uma pessoa que não tem medo não é agressiva; um ser humano que não tenha nenhum sentimento de medo, de espécie alguma, é verdadeiramente livre e pacífico.(14)

O pensamento criou um centro, o “eu”; eu, minha pátria, minha opinião, meu Deus, minha experiência, minha casa. (…) Eis o centro de onde você age. Esse centro divide. Esse centro e essa divisão são as causas do conflito (…) Você observa desse centro e continua nas garras do medo, porque o centro se separou da coisa a que chama “medo”; diz ele: “quero livrar-me do medo”, “quero analisá-lo”, “quero dominá-lo” (…) etc.; com ele você está tornando mais forte o medo.(15)

Pode a mente olhar o medo sem esse centro? Podeis olhar o medo sem lhe dar nome? No momento em que dais nome a qualquer coisa, a separais de vós. Podeis, pois, observar sem aquele centro, sem dar nome à coisa chamada “medo”, no momento em que surge? Isso requer extraordinária disciplina, porque, então, a mente está olhando sem o centro a que se habituou, e o medo, tanto o oculto como o manifesto, está acabado.(16)

Qual é a causa do medo? Como é engendrado o temor? (…) Haverá medo enquanto existir o processo do “eu”, a consciência da carência, que limita a ação. Toda ação nascida da limitação da carência, cria apenas mais limitações. Essa contínua de carência, com suas múltiplas atividades, não liberta a mente do temor; dá apenas ao processo do “eu” identidade e continuidade. A ação nascida da carência tem sempre de criar temor e assim embaraçar a inteligência e dificultar o ajustamento espontâneo à vida.(17)

O temor nos leva a ajustar-nos à opinião pública, ao que os outros dizem, ao que disseram Buda, Cristo, os grandes santos - o que demonstra nossa natural tendência à adaptação, à busca de proteção e segurança. Quando buscamos a segurança, é evidente que nos achamos em estado de temor e por isso não existe simplicidade.(18)

Ansiamos a segurança e esse anseio é um obstáculo à nossa libertação pelo conhecimento da Verdade. Cada um de nós deseja submeter-se a algum padrão; porque a submissão é mais fácil do que a vigilância. A submissão a padrões representa a base de nossa existência social, pois temos medo de estar sós. O temor e a renúncia a pensar acarretam a aceitação e a submissão, a aceitação de autoridade. Tal como acontece com o indivíduo assim também acontece com o grupo, com a nação.(19)

O medo sempre nos acompanha, não é verdade? Medo do escuro, medo dos outros, medo da opinião pública, medo de perdermos a saúde, de perdermos nossas capacidades, medo de não sermos ninguém neste mundo monstruoso, aquisitivo, agressivo; medo de não alcançarmos o objetivo, de não “realizarmos” um estado de suprema felicidade, bem-aventurança, Deus, ou o que quer que seja. E também, naturalmente, há o medo fundamental à morte. Não estamos tratando da morte, por ora, porém apenas tentando ver, descobrir o medo. Sem dúvida, o medo está sempre em relação com alguma coisa. Não existe medo sozinho, per se. Há dúzias de manifestações de medo, todas em relação com alguma coisa. E é possível ficar-se só, completamente? É possível a mente ficar de todo só, sem isolar-se, sem edificar muralhas, torres de marfim, ao redor de si? A mente está só, quando já não busca segurança. E pode ela libertar-se totalmente do medo?(20)

Quando você está livre do medo, há um forte sentimento de bem-estar, de pensar muito claramente, de olhar sorrindo para as estrelas, as nuvens, os rostos. E quando não há medo, você pode ir muito além. Então, você pode descobrir por si mesmo o que o homem vem buscando geração após geração. Em cavernas no sul da França e no norte da África há pinturas de 25.000 anos de homens e animais lutando, de cervos, de gado. São pinturas extraordinárias. Elas mostram a interminável busca do homem, a sua batalha com a vida e a sua busca por algo extraordinário chamado Deus. Mas ele nunca encontra tal coisa extraordinária. Você só pode encontrá-la obscuramente , no desconhecido, quando não há nenhuma espécie de medo.

Pergunta-se por que os seres humanos, que vivem na terra há milhões de anos, que são tecnologicamente inteligentes, não aplicam sua inteligência para livrar-se deste problema muito complexo do medo, que pode ser uma das razões para a guerra, para matar um ao outro. Religiões de todo o mundo ainda não resolveram o problema; nem os gurus, nem os salvadores, nem os ideais.

Assim, é muito claro que nenhum agente externo - mesmo nobre, mesmo popularizado pela propaganda - nenhum agente externo tem a possibilidade de resolver esse problema do medo humano. E assim talvez aceitamos o padrão do medo e não queremos nem sequer afastarmo-nos dele.

Então, o que é o medo?

Quais são os fatores que levam ao medo? Como os muitos pequenos córregos, regatos que formam o enorme volume de um rio, quais são estes pequenos riachos que produzem o medo?

Se um único ser humano compreende completamente o problema do medo e resolve-o, não amanhã ou em algum outro dia, mas instantaneamente, ele afeta toda a consciência da humanidade.

Isso é um fato. Como já disse, a sua consciência não é sua propriedade particular, é o resultado do tempo, de milhares de incidentes, experiências, que são colocadas em conjunto pelo pensamento.

Essa consciência está em constante movimento. É como um riacho, um grande rio do qual você é parte.
Por isso, não há particularização, e se você entrar nisto muito profundamente, não há individualidade. Você pode não gostar, mas olhe para isto.

Individual significa uma entidade que é indivisa, indivisível, que não é fragmentada, que não está partida, mas é um ser total. Mas a maioria de nós, infelizmente, estamos fragmentados, partidos, divididos, tal como o resto do mundo - infeliz, preocupado, confuso, miserável, sofrendo, com medo.(21)

Há medo e insegurança, de não ter emprego, ou tendo trabalho, medo de perdê-lo. Das diversas formas de greves que estão acontecendo, e assim por diante.

Portanto, a maior parte de nós está bastante nervosa, assustada, sem segurança física completa. Obviamente, mas porquê?

Será porque estamos sempre isolando-nos como uma nação, como uma família, ou como um grupo?

Está este processo lento de isolamento - os franceses isolando-se, também os alemães, e assim por diante - gradualmente criando insegurança para todos nós?

Podemos observar isso, não apenas exteriormente? Mas observando o que se passa fora, sabendo exatamente o que está acontecendo, a partir daí podemos começar a investigar em nós mesmos. Caso contrário não temos nenhum critério, nos enganamos. Portanto, temos de começar a partir do exterior e trabalhar no sentido do interior. É como a maré que se expande e logo retorna. Não é uma maré estática, está sempre a fluir e refluir.(22)

O medo é um dos maiores problemas da vida. A mente tomada pelo medo vive em confusão, em conflito e, portanto, acaba sendo violenta, distorcida e agressiva. Ela não ousa sair dos próprios padrões de pensamento, e isso gera hipocrisia... Vivendo numa sociedade corrompida e recebendo uma educação competitiva que engendra medo, estamos sobrecarregados com medos de diversos tipos, e o medo é uma coisa horrível e que deforma, distorce e obscurece os nossos dias... O medo é sempre medeo de alguma coisa; não existe medo abstrato, ele está sempre relacionado com alguma coisa. Você conhece seus medos?... E o que é que geralmente você faz em relação a eles? Você foge, não é mesmo? Ou inventa idéias e imagens para encobri-los. Mas fugir do medo só faz aumentá-lo.(23)

Uma das maiores causas do medo é o fato de não querermos ber-nos tal como somos. Portanto, não basta examinar os medos, é preciso examinar também a rede de meios de fuga que desenvolvemos para nos livrar dos medos. Se a mente, em que se inclui o cérebro, tenta superar o medo, reprimi-lo, discipliná-lo, controlá-lo, traduzi-lo em algo diferente, há atrito, há conflito, e esse conflito produz grande desperdício de energia.

A primeira pergunta que devemos fazer a nós mesmos é o que vem a ser o medo e como ele surge. O que significa a palavra medo? Estou-me perguntando o que vem a ser o medo, e não de que eu tenho medo... Dou o nome de medo ao movimento da certeza para a incerteza.(24)

Agora examine a sua forma particular de medo. Olhe para ele. Observe suas reações a ele. Você é capaz de olhar para ele sem sentir qualquer impulso de fugir, de justificar, condenar ou reprimir? Você pode olhar para o medo sem a palavra que provoca o seu medo?(25)

Será o medo resultado do pensamento? Se for, sendo o pensamento sempre velho, o medo é sempre velho. Como já dissemos, não existe pensamento novo. Se o reconhecermos, ele já será velho. Então, do que temos medo é da repetição do velho — o pensamento sobre o que vem se projetando no futuro. Portanto, o pensamento é o responsável pelo medo. O medo surge apenas quando o pensamento intervém.

Portanto, nossa pergunta agora é: será possível para a mente viver no presente, de forma completa e total? Só uma mente assim não tem medo. Mas, para compreender isso, você precisa compreender a estrutura do pensamento, das recordações, do tempo. E ao compreender isso — compreender não de modo intelectual, ou verbal, mas de verdade, com o coração, com a mente, com as entranhas — você ficará livre do medo; a mente, então, poderá usar o pensamento sem criar o medo.(26)

Então, pergunto a mim mesmo: "Por que, por que, por que fico pensando sobre o futuro e o passado em termos de prazer ou dor, sabendo que esse pensamentos criam o medo? Não será possível para o pensamento, psicologicamente, parar, pois, caso contrário, o medo jamais terá fim? "

Uma das funções do pensamento é a de ficar ocupado o tempo todo com alguma coisa. A maioria de nós deseja ter a mente ocupada de modo que não possamos ver-nos como de fato somos. Temos medo de ser vazios. Temos medo de olhar nossos medos.(27)

Você é capaz de observar o medo sem nenhuma opinião, sem nenhuma interferência do conhecimento que você acumulou acerca dele? Se não puder, isso significa que o que você observa é o passado, não o medo; se você puder, você, então, estará observando o medo pela primeira vez sem a interferência do passado.(28)

Para compreender o medo é preciso examinar a questão da comparação. Por que nos comparamos?... A comparação gera o medo. Observe esse fato em você mesmo... O sucesso e a fama são a verdadeira ess~encia psicológica da comparação, através da qual produzimos continuamente o medo. E a comparação dá lugar ao conflito e à luta, o que é considerado altamente respeitável... Sendo assim, existe na nossa vida esse permanente estado de comparação, de competição, e a eterna luta para ser alguém — ou para ser ninguém, o que dá no mesmo. Essa, creio, é a raiz de todo o medo, porque produz a inveja, o ciúme e o ódio. Onde existe o ódio por certo não existe o amor, e o medo é produzido cada vez mais.(29)

(1) O Verdadeiro Objetivo da Vida, pág. 30-31
(2) Por que não te Satisfaz a Vida?, pág. 32
(3) O Passo Decisivo, pág. 234
(4) Que Estamos Buscando?, pág. 94
(5) Que Estamos Buscando?, pág. 96
(6) O Homem e seus Desejos em Conflito, 1ª ed., pág. 22
(7) Fora da Violência, pág. 60-61
(8) Fora da Violência, pág. 58
(9) O Mundo Somos Nós, pág. 114
(10) Palestras em Ommen, Holanda, 1936, pág. 41-42
(11) Palestras em Nova York, Eddington, Madras, 1936, pág. 12
(12) Percepção Criadora, pág. 108-109
(13) Talks and Dialogues, Sidney, Austrália, 1970, pág. 38
(14) O Mundo Somos Nós, pág. 64
(15) Fora da Violência, pág. 62
(16) Fora da Violência, pág. 62-63
(17) Palestras em Ommen, Holanda, l936, pág. 64-65
(18) A Primeira e Última Liberdade
(19) O Egoísmo e o problema da paz - ICK
(20)Krishnamurti
(21) Sobre Educação, p 38
(22)
(23) Sobre o medo, pág. 16
(24) Sobre o medo, pág. 17
(25) Sobre o medo, pág. 18
(26 ) Sobre o medo, pág. 19
(27) Sobre o medo, pág. 20
(28) Sobre o medo, pág. 21
(29) Sobre o medo, pág. 26-27










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"Quando você compreende, quando chega a saber,
então traz toda a beleza do passado de volta
e dá a esse passado o renascimento, renova-o,
de forma que todos os que o conheceram
possam estar de novo sobre a terra
e viajar por aqui, e ajudar as pessoas." (Tilopa)



"Nos momentos tranqüilos da meditação, a vontade de DEUS pode tornar-se evidente para nós. Acalmar a mente, através da meditação, traz uma paz interior que nos põe em contato com DEUS dentro de nós. Uma premissa básica da meditação, é que é difícil, senão impossível, alcançar um contato consciente, à não ser que a mente esteja sossegada. Para que haja um progresso, a comum sucessão ininterrupta de pensamentos tem de parar. Por isso, a nossa prática preliminar será sossegar a mente e deixar os pensamentos que brotam morrerem de morte natural. Deixamos nossos pensamentos para trás, à medida que a meditação do Décimo Primeiro Passo se torna uma realidade para nós. O equilíbrio emocional é um dos primeiros resultados da meditação, e a nossa experiência confirma isso." (11º Passo de NA)


"O Eu Superior pode usar algum evento, alguma pessoa ou algum livro como seu mensageiro. Pode fazer qualquer circunstância nova agir da mesma forma, mas o indivíduo deve ter a capacidade de reconhecer o que está acontecendo e ter a disposição para receber a mensagem". (Paul Brunton)



Observe Krishnamurti, em conversa com David Bohn, apontando para um "processo", um "caminho de transformação", descrevendo suas etapas até o estado de prontificação e a necessária base emocional para a manifestação da Visão Intuitiva, ou como dizemos no paradigma, a Retomada da Perene Consciência Amorosa Integrativa...


Krishnamurti: Estávamos discutindo o que significa para o cérebro não ter movimento. Quando um ser humano ESTEVE SEGUINDO O CAMINHO DA TRANSFORMAÇÃO, e PASSOU por TUDO isso, e esse SENTIDO DE VAZIO, SILÊNCIO E ENERGIA, ele ABANDONOU QUASE TUDO e CHEGOU AO PONTO, à BASE. Como, então, essa VISÃO INTUITIVA afeta a sua vida diária? Qual é o seu relacionamento com a sociedade? Como ele age em relação à guerra, e ao mundo todo — um mundo em que está realmente vivendo e lutando na escuridão? Qual a sua ação? Eu diria, como concordamos no outro dia, que ele é o não-movimento.

David Bohn: Sim, dissemos que a base era movimento SEM DIVISÃO.

K: Sem divisão. Sim, correto. (Capítulo 8 do livro, A ELIMINAÇÃO DO TEMPO PSICOLÓGICO)


A IMPORTÂNCIA DA RENDIÇÃO DIANTE DA MENTE ADQUIRIDA
Até praticar a rendição, a dimensão espiritual de você é algo sobre o que você lê, de que fala, com que fica entusiasmado, tema para escrita de livros, motivo de pensamento, algo em que acredita... ou não, seja qual for o caso. Não faz diferença. Só quando você se render é que a dimensão espiritual se tornará uma realidade viva na sua vida. Quando o fizer, a energia que você emana e que então governa a sua vida é de uma frequência vibratória muito superior à da energia mental que ainda comanda o nosso mundo. Através da rendição, a energia espiritual entra neste mundo. Não gera sofrimento para você, para os outros seres humanos, nem para qualquer forma de vida no planeta. (Eckhart Tolle em , A Prática do Poder do Agora, pág. 118)