“Não se pode falar do oceano para um sapo do brejo — criatura de uma esfera mais acanhada. Não se pode falar de um estado isento de pensamento para um pedagogo; sua visão é demasiado restrita”. — Chuang Tzu

O desconhecimento místico da maioria

O fato é que a maioria das pessoas não está familiarizada com o ponto de vista místico, está desinformada sobre os ensinamentos místicos e não se sente atraída pelas práticas místicas. Isso, em parte, se deve a que existem poucos místicos no mundo e à ausência de suficiente informação confiável sobre misticismo; em outra parte, porque as tendências predominantes na maioria das pessoas são materialistas e pelos valores que consideram como os mais importantes serem sensuais.

Assim, prevalece o desprezo ao misticismo entre aqueles que nem sabem o que de fato ele significa.

Enquanto os seres humanos não vierem a conhecer e sentir seu ser real – que existe dentro do ser de Deus – a fricção e a hostilidade prevalecerão entre eles.

Visivelmente está ausente a beleza em suas mentes, em suas atitudes e em seus lares; a verdade não é uma ideia cuja descoberta seria excitante para eles; a bondade é tida como certa, mas só em um nível burguês comum.

Todas as suas ideias sobre a verdade estão limitadas pelas ilusões, falsidades, feiuras e fraquezas que limitam e sustentam suas próprias mentes.

A maioria das pessoas vive na superfície de suas consciências sem terem conhecimento do grande Poder e Inteligência que as sustenta.

Todos aqueles que estão demasiado imersos em atividades externas ao ponto de não terem nenhuma vida interna, morrem antes mesmo de estarem mortos.

Em um extremo, estão aqueles que permanecem cativos à convenção; em outro, os que se regozijam em ridicularizar a opinião pública.

A atitude comum considera aquilo que está além da compreensão humana como algo que não lhes concerne.

Todas essas pessoas procuram fugir das responsabilidades próprias ao tentarem encontrar alguém mais que tome as decisões por elas e que seja o responsável pelos resultados subsequentes; alguém que possam se ocultar por trás, diante dos estresses do mundo, e cuja proteção as permita evitar a necessidade de pensar, de terem vontade própria e de viverem suas experiências por elas mesmas.

Não existe um propósito interno, nenhuma significância espiritual e nenhum objeto de valor real em suas vidas. Elas passam através dos anos na direção de coisa alguma. Movem-se de uma ação a outra sem terem qualquer consistência ou princípio. Tateiam através da vida como se fossem jogadores em um jogo de cabra-cega. Ou não sabem como conduzir suas vidas ou falham ao conduzi-la na direção errada. Elas necessitam de ajuda, de orientação e de terem uma direção em suas vidas. Contudo, o conselho que não é solicitado não é bem-vindo.

Sua necessidade é a de ideias definitivas e revigorantes que as liberem da extenuante perplexidade e de uma fé iluminadora que as permita viver nesse mundo de sombras.

Mas, para isso, seus interesses não deveriam girar somente ao redor de si mesmas ou ao redor de seus interesses ampliados representados pela família.

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"Quando você compreende, quando chega a saber,
então traz toda a beleza do passado de volta
e dá a esse passado o renascimento, renova-o,
de forma que todos os que o conheceram
possam estar de novo sobre a terra
e viajar por aqui, e ajudar as pessoas." (Tilopa)



"Nos momentos tranqüilos da meditação, a vontade de DEUS pode tornar-se evidente para nós. Acalmar a mente, através da meditação, traz uma paz interior que nos põe em contato com DEUS dentro de nós. Uma premissa básica da meditação, é que é difícil, senão impossível, alcançar um contato consciente, à não ser que a mente esteja sossegada. Para que haja um progresso, a comum sucessão ininterrupta de pensamentos tem de parar. Por isso, a nossa prática preliminar será sossegar a mente e deixar os pensamentos que brotam morrerem de morte natural. Deixamos nossos pensamentos para trás, à medida que a meditação do Décimo Primeiro Passo se torna uma realidade para nós. O equilíbrio emocional é um dos primeiros resultados da meditação, e a nossa experiência confirma isso." (11º Passo de NA)


"O Eu Superior pode usar algum evento, alguma pessoa ou algum livro como seu mensageiro. Pode fazer qualquer circunstância nova agir da mesma forma, mas o indivíduo deve ter a capacidade de reconhecer o que está acontecendo e ter a disposição para receber a mensagem". (Paul Brunton)



Observe Krishnamurti, em conversa com David Bohn, apontando para um "processo", um "caminho de transformação", descrevendo suas etapas até o estado de prontificação e a necessária base emocional para a manifestação da Visão Intuitiva, ou como dizemos no paradigma, a Retomada da Perene Consciência Amorosa Integrativa...


Krishnamurti: Estávamos discutindo o que significa para o cérebro não ter movimento. Quando um ser humano ESTEVE SEGUINDO O CAMINHO DA TRANSFORMAÇÃO, e PASSOU por TUDO isso, e esse SENTIDO DE VAZIO, SILÊNCIO E ENERGIA, ele ABANDONOU QUASE TUDO e CHEGOU AO PONTO, à BASE. Como, então, essa VISÃO INTUITIVA afeta a sua vida diária? Qual é o seu relacionamento com a sociedade? Como ele age em relação à guerra, e ao mundo todo — um mundo em que está realmente vivendo e lutando na escuridão? Qual a sua ação? Eu diria, como concordamos no outro dia, que ele é o não-movimento.

David Bohn: Sim, dissemos que a base era movimento SEM DIVISÃO.

K: Sem divisão. Sim, correto. (Capítulo 8 do livro, A ELIMINAÇÃO DO TEMPO PSICOLÓGICO)


A IMPORTÂNCIA DA RENDIÇÃO DIANTE DA MENTE ADQUIRIDA
Até praticar a rendição, a dimensão espiritual de você é algo sobre o que você lê, de que fala, com que fica entusiasmado, tema para escrita de livros, motivo de pensamento, algo em que acredita... ou não, seja qual for o caso. Não faz diferença. Só quando você se render é que a dimensão espiritual se tornará uma realidade viva na sua vida. Quando o fizer, a energia que você emana e que então governa a sua vida é de uma frequência vibratória muito superior à da energia mental que ainda comanda o nosso mundo. Através da rendição, a energia espiritual entra neste mundo. Não gera sofrimento para você, para os outros seres humanos, nem para qualquer forma de vida no planeta. (Eckhart Tolle em , A Prática do Poder do Agora, pág. 118)