“Não se pode falar do oceano para um sapo do brejo — criatura de uma esfera mais acanhada. Não se pode falar de um estado isento de pensamento para um pedagogo; sua visão é demasiado restrita”. — Chuang Tzu

Sobre as oscilações emocionais no processo

Sobre a dependência de aprovação

A limitação do pensamento

A humanidade está descobrindo que não pode resolver seus problemas antigos de forma habitual. A maneira lógica de fazer isso será a de tentar um novo caminho. Numa era de intelecto e religião materialistas, como a nossa, esse novo caminho consistirá em se voltar para um intelecto e religião espiritualizados. O primeiro passo a ser dado pelo intelecto será o da humildade e o primeiro passo do sentimento religioso o da obediência. O intelecto deverá se recolher autoconstrito através da oração constante ao Poder Superior; o sentimento religioso deverá obedecer, com sinceridade e honestidade, às advertências dadas pelos grandes profetas. O intelecto não mais deverá continuar a enganar a si mesmo e o sentimento religioso não mais a enganar a Deus.

O intelecto deverá ficar confuso e exausto pela sua própria atividade de busca do Eu Superior, mesmo desesperado por reconhecer que não possui nenhuma possível chance de chegar a conhecer a verdade através de seus próprios procedimentos autodestrutivos; que está se movendo em círculos, dando mais e mais voltas, e que, por fim, terá de abandonar todos os seus esforços. Nesse ponto, uma grande oportunidade espera o aspirante; mas é aqui que também muitos saem pela tangente e perdem a oportunidade. Ou consideram a busca como fútil e ilusória, perdendo qualquer interesse por ela, ou se abrigam em uma organização hierárquica religiosa que impõe dogmas e exige submissão completa à sua regra e autoridade.

A não ser que o pensamento intelectual compreenda suas próprias limitações e saiba quando parar suas atividades, ele não levará o ser humano à verdade e o enganará. Entretanto, quando estiver predisposto a negar a si mesmo, no momento certo para isso, permitirá assim que surja o pensamento intuitivo, o qual o levará ainda mais próximo ao seu objetivo.

Um mesmo indivíduo, em diferentes fases de sua vida, poderá sustentar pontos de vista diferentes. Será irrealista exigir que todos devam ser consistentes em relação a isso por todo o curso de suas vidas.

Kant viu como a mente forma suas ideias sob condições definidas e limitadas, como ela não pode evitar fazer isso e como essas ideias são meramente o melhor que a mente poderá produzir sob tais condições – de forma alguma as mais verdadeiras.

Quão poucos estão, verdadeira e sinceramente, buscando estabelecer a verdade; quão muitos, por outro lado, querem chegar a vitórias. Eles poderão assinalar os erros nas conclusões, opiniões e crenças dos outros, mas estão cegos aos próprios erros.

Limitar suas ideias àquelas existentes ao meio ambiente, no qual aconteceu de ele ter nascido, é uma falha comum.

Muitos aspirantes não chegam a realizar que se movem a maior parte do tempo, no domínio de suas próprias ideias pessoais e não necessariamente no domínio da verdade integral.

A situação pode ser assim sumarizada: se a atividade do pensamento estiver direcionada para objetos externos e inspirada pelo desejo de obter ou possuir eles, ela prenderá o indivíduo à sua ignorância espiritual. Se, entretanto, estiver direcionada a Deus, ou à sua alma divina, e inspirada pelo desejo de alcançar a Ele ou a ela, então ela o conduzirá a intuições espirituais.

Certifique se de realmente estar em busca da Verdade

O mundo precisa que te transformes

Quando somos colocados face a face com as consequências de nossas más ações, gostaríamos de evitar o sofrimento ou, pelo menos, de diminuí-lo. É impossível dizer com alguma precisão até onde isso pode ser feito, pois depende em parte da Graça Divina, mas em parte também depende de nós mesmos. Podemos ajudar a modificar e ás vezes até eliminar essas más consequências, se colocamos em movimento certas influências opostas. Primeiro, temos de levar profundamente a sério as lições das nossas más ações. Não devemos culpar ninguém e nada fora de nós mesmos pelas nossas fraquezas morais e pelas nossas enfermidades mentais, e não nos devemos conceder a chance de enganar a nós mesmos. Temos de sentir todas as aflições do remorso e pensamentos constantes de arrependimento. Segundo, se pretendemos ser perdoados, temos de perdoar aos outros os pecados que cometeram contra nós. Isso quer dizer que precisamos não ter maus sentimentos contra ninguém, seja quem for ou a respeito do que for. Terceiro, temos de constantemente pensar e agir ao longo da linha que indica uma direção oposta à nossa má ação. Quarto, devemos fazer a promessa, com um voto sagrado, de TENTAR nunca mais praticar essa má ação. Se realmente tencionamos cumprir essa promessa, nós a traremos com frequência à mente e à memória, e assim a renovaremos e a manteremos nova e viva. Tanto o pensamento, na proposição anterior, quanto a promessa, nesta proposição, têm de ser fortes tanto quanto possível. Quinto, se necessário for, e se quisermos fazê-lo, podemos orar ao Eu Superior pela ajuda da sua Graça e perdão nesse assunto; mas não devemos recorrer a essa oração normalmente. Ela só deve ser feita sob a instigação de uma profunda inspiração interior e sob a pressão de uma difícil situação exterior.

Em relação ao mundo exterior, não podemos satisfazer a esperança vã de guiar toda a humanidade para fora do caos em que agora se encontra, pois ela se recusará a seguir a luz que nos está guiando. Iludida pela sua natureza inferior, cega pelas suas tradições ocas e convenções hipócritas, indiferente à ainda pequena voz silenciosa da verdade apenas porque a voz da inverdade clama de modo mais impressivo através dos milhares de autofalantes investidos de interesses escusos, a raça humana continuará a debater-se de maneira confusa e a sofrer desnecessariamente. Mas aqui e ali há indivíduos que, apesar disso, saudarão a luz que trazemos. Por causa deles, temos de manter a tocha no alto, pacientemente.

ORAÇÃO AO MUNDO

Nesta época de confusão e ansiedade, de luta e preocupação, é nosso dever sagrado lembrarmos a nossa dependência de Ti, ó real Governante do mundo!

Compreendemos que a escuridão do mundo de hoje existe porque muitos esqueceram a dependência de Ti.

Aqueles cujas posições de poder ou influência, os colocaram nos conselhos das nações precisam, em sua séria responsabilidade, da ajuda da comunhão Contigo e do benefício de Tua orientação como nunca antes, para que não se desviem, caindo no erro e na fraqueza.

Por isso oraremos diariamente por eles e por nós, em minutos de devoção pessoal ou de meditação silenciosa, para que todos possam recobrar o sentimento de Tua presença. Confessaremos frequentemente nossas imperfeições e faltas, mas prometemos lutar para melhorar e enobrecer nossas vidas. Esforçar-nos-emos para deitar fora todo o pensamento mau e crença materialista. 

Nossa necessidade de Tua misericórdia e graça é enorme. Mostra-nos o modo de consegui-las, ó Pai Infinito de todos os seres, Pai cujo amor é o nosso último recurso.

Até certo ponto, você é o que você pensa

Nossas vidas externas, até certo ponto, refletem o estado de nossas mentes. Muitas das provas que temos de passar se dissolveriam se encarássemos a nós mesmos e removêssemos as características negativas existentes em nossas mentes.

A habilidade em perseverar durante um período negro em nossas vidas, quando as frustrações e humilhações da privação são insuportáveis, poderá transformar a fortuna de toda a nossa vida para melhor.

Nenhum animal, exceto o homem, vive em constante medo, pois nenhum deles vive tanto no passado, presente e futuro como o faz o ser humano. 

Tão logo sucumbimos aos sentimentos de desalento, desesperança e impotência estamos condenados. Tão logo triunfamos sobre eles estamos salvos.

Tenha cuidado com os seus pensamentos, porque quando mantidos por longo tempo e sentidos fortemente podem refletir-se em situações externas ou personificar-se em outros seres humanos que entram em sua vida. Mas eles por si mesmos e desprovidos de atos físicos não podem formar o padrão completo da sua vida; somente o adepto iluminado pode fazer isso. Pois outros fatores também estão contribuindo, tal como a vontade de Deus – isto é, a necessidade evolutiva, ou a Ideia do Mundo.

Se você INTEIRAMENTE vive em amor e harmonia consigo mesmo e com todos os outros, se persistentemente rejeita todas as ideias contrárias e aparências negativas, então esse amor e essa harmonia têm de se manifestar EXTERNAMENTE no seu ambiente. 

Os estados da mente não são somente resultados das condições físicas; são também uma força criativa que contribui para essas condições. Ela é tanto uma causa oculta como uma evidente consequência. 

Os estados mentais e condições emocionais, que são fortemente mantidos pela pessoa, se relacionarão aos eventos, ambientes e situações que, subsequentemente, se formarão ao redor dela.

Ela poderá reagir às experiências de vida e ao curso dos eventos seja com seu lado animal de sua natureza seja com seu lado espiritual. A escolha é dela.

O que acontece conosco é uma auditoria contínua do que somos. 

De forma misteriosa, essas forças do destino respondem às nossas necessidades internas assim como refletem nosso estado interno.

À proporção que seu trabalho interno faz com que haja uma mudança na sua atitude, na sua visão de vida e, em especial, na sua consciência, também uma correspondente mudança nas suas condições externas virão, dentro de certo tempo.

Cada ser humano responde ao que lhe circunda e aos seus contatos, experiências e fortunas através de sua maneira pessoal de resposta. “Assim como você é, assim será o mundo,” assinalou Ramana Maharshi no nosso primeiro contato.

A espiritualidade e o ego

Infinito é o processo de ilusões através do qual o ser humano mantém seu ego vivo. Ele se desenvolve nele de forma sutil na natureza e refinada na qualidade, chegando mesmo a se elevar do plano material para o espiritual. Mas sua capacidade de enganar básica permanece a mesma.

A estrutura dos interesses, apegos, tendências e emoções egocêntricas preenchem a consciência tanto do ser humano ainda na obscuridade como a dos aspirantes espirituais. Neste segundo caso, ela será ou ampliada ao incluir crenças e dogmas religiosos, experiências e sentimentos místico-religiosos, ou diminuída através de realizações ascéticas e noções fanáticas.

Quão facilmente o ego pode se mascarar através de um falso altruísmo ou se ocultar por trás de pronunciamentos elevados! Quão rapidamente pode explorar os outros para a sua própria vantagem! Quão insidiosamente poderá levar uma aspiração genuína a desvios ou, pior, a armadilhas!

Através de eventos inesperados e de experiências involuntárias somos em parte expostos, mostrando-nos o que sempre fomos mas que não sabíamos até então. Contudo, o poder e astúcia do ego é tal que ele mesmo nunca se expõe – o verdadeiro malfeitor – e nos mantém na ignorância sobre a verdadeira causa de nossos problemas. Assim, nos manterá preocupados com pensamentos espiritualmente elevados e nos fará sentir presunçosamente que estamos fazendo progresso, mas não nos permitirá perceber e eliminar o verdadeiro inimigo – ele mesmo!

Astutamente ele se ajusta a cada estágio de nosso crescimento espiritual, permanecendo assim em todas as nossas relações e atividades.

No próprio ato de louvar a Deus ou ao Espírito, o ego louvará a si mesmo – tal é a astuciosa duplicidade através da qual nos faz pensar que estamos sendo espirituais ou nos tornando mais piedosos!

Será prudente, de nossa parte, que suspeitemos da presença do ego mesmo nas maiores aspirações, reflexões e experiências espirituais.

Quando pressionado a defender a si mesmo e justificar suas posturas, o ego as racionalizará falando de nossa ‘necessidade evolutiva’ ou da nossa ‘tarefa histórica e missão superior’. Tudo isso será uma construção mental fraudulenta e não uma orientação genuinamente intuitiva. O aspirante que caia vítima de suas próprias desculpas mentais fictícias ou especulações, imaginações e álibis, cairá vítima das maquinações do ego. Desta maneira, em vez de acusá-lo por ser a verdadeira fonte de seus problemas, ele o apoiará tolamente e, em vão, encobrirá seus erros.

O ego estará ao seu lado esperando sutilmente enganá-lo para que venha a tomar decisões erradas e realize falsas interpretações, preservando assim sua vida ao obstruir seu crescimento no caminho da verdade.

É esperado que o ego proteja a si mesmo, mesmo que tenha que se envolver numa busca espiritual que, a princípio, teria o propósito de eliminá-lo.

Ele estará aqui, sempre presente e trabalhando mesmo onde supostamente deveria estar ausente. Insinuar-se-á até mesmo no seu trabalho ou aspiração espirituais, de forma que o aspirante tomará dos ensinamentos aquilo que se adequar ao seus próprios fins pessoais, e ignorará o resto, ou tomará somente aquilo que se adequar ao seu conforto pessoal, e será contrário ao resto.

Sobre o impulso ao recolhimento do social

Samadhi Movie, 2017 - Part 1 - "Maya, the Illusion of the Self"

Delírios de Iluminose

Por que exercitar a arte da escuta atenta?


Vá a um templo JAINA e você verá vinte e quatro estátuas dos TIRTÂNKARAS JAINAS — as pessoas que são como Jesus, Buda, Zarathustra — e você se surpreenderá: eles parecem ser exatamente o mesmo. Não é possível: você não pode encontrar vinte e quatro pessoas exatamente iguais. Nem JAINAS podem fazer a distinção de quem é quem. Eles não podem dizer quem é Mahavira e quem é Neminath e quem é Parshwanath e quem é o primeiro e quem é o último, porque eles parecem absolutamente iguais — os mesmos rostos, os mesmos narizes, os mesmos olhos, os mesmos corpos, a mesma posição. Para distinguir que eles são pessoas diferentes, os JAINAS descobriram os símbolos: o símbolo mostra um leão ou algo assim, que mostra de quem é a estátua. 

Por que eles a fizeram iguais? Certamente elas não são históricas. Elas são iguais porque os escultores jainas não estavam interessados na História, eles estavam interessados no FENÔMENO INTERIOR. Aqueles homens tinham atingido à MESMA EXPERIÊNCIA... — como representar isso? E como representá-lo em mármore? Eles atingiram à mesma IMOBILIDADE, ao mesmo CENTRAMENTO, ao mesmo FUNDAMENTO, à mesma CRISTALIZAÇÃO. Daí, as estátuas iguais — a mesma posição, o mesmo corpo representando algo do MUNDO INTERIOR — o mesmo estado espiritual, o mesmo SAMADHI. 

Você se surpreenderá sobre muitas coisas, ao olhar aquelas vinte e quatro tirtânkaras e suas estátuas. Você verá que suas orelhas são muito grandes, seus lóbulos encostam-se nos ombros. Você não encontrará orelhas assim. Isso representa algo: diz que aquelas pessoas atingiram seu supremo estado de consciência PELO OUVIR ABSOLUTO — ouvir as canções dos pássaros, ouvir o vento passando entre os pinheiros, ouvir o som das águas, ouvir silenciosamente TUDO QUE VAI ACONTECENDO AO SEU REDOR. 

Ouvir era o método deles. Assim como o método budista é o de observar a respiração, o método JAINA é o de ouvir os sons. Ouvir corretamente é o suficiente. Se a pessoa puder ouvir SEM O TAGARELAR INTERIOR DA MENTE, se a mente tornar-se completamente calma... este cão latindo lá longe, ou o pássaro piando. Se você puder apenas ouvir SEM PENSAR, sem pensar nem que "o cão está latindo", "os passarinhos estão piando", APENAS OUVIR SEM NENHUM PENSAMENTO, SEM QUALQUER INTERPRETAÇÃO, você atingirá cada vez mais e mais profundos reinos de silêncio: atingirá à suprema consciência. 

Qualquer espécie de consciência alerta conduz ao Supremo. Ora, a consciência alerta pode vir dos sentidos, de qualquer um dos cinco. Você poderá ouvir música e funcionará... pode ouvir qualquer coisa e funcionará. Pode olhar as nuvens e o pôr-do-sol e os pássaros voando no espaço e, ao ver, funcionará. O único ponto a ser lembrado é este: SUA MENTE NÃO PODE FUNCIONAR — seus sentidos não podem ficar anuviados pela mente. 

Para representar isso, as longas orelhas. Ora, como representar em mármore o método de ouvir? Esta é uma bela representação. Mas há tolos eruditos jainas, tão tolos quanto os cristãos, que pensam que todo tirtânkara tem aquelas longas orelhas — sem as tais longas orelhas, não pode ser um tirtânkara. Tirtânkara quer dizer exatamente o mesmo que Buda, ou Cristo — essa é a terminologia jaina. Isso é estupidez, falta de compreensão, abordagem nada compreensiva. E depois, isso pode ser cristalizado muito facilmente. 

OSHO

Uma imagem vale mais que mil palavras


Todo processo do Paradigma Holotrópico numa só imagem...No princípio, UM com o todo... Consciência Espiritual.... "A QUEDA" para a identificação material-sensorial.... o fundo de poço e o início da Consciência Mental (Base)... Retomada da Consciência Espiritual pelo processo de observação sem escolhas... O retorno para a dimensão do coração!

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"Quando você compreende, quando chega a saber,
então traz toda a beleza do passado de volta
e dá a esse passado o renascimento, renova-o,
de forma que todos os que o conheceram
possam estar de novo sobre a terra
e viajar por aqui, e ajudar as pessoas." (Tilopa)



"Nos momentos tranqüilos da meditação, a vontade de DEUS pode tornar-se evidente para nós. Acalmar a mente, através da meditação, traz uma paz interior que nos põe em contato com DEUS dentro de nós. Uma premissa básica da meditação, é que é difícil, senão impossível, alcançar um contato consciente, à não ser que a mente esteja sossegada. Para que haja um progresso, a comum sucessão ininterrupta de pensamentos tem de parar. Por isso, a nossa prática preliminar será sossegar a mente e deixar os pensamentos que brotam morrerem de morte natural. Deixamos nossos pensamentos para trás, à medida que a meditação do Décimo Primeiro Passo se torna uma realidade para nós. O equilíbrio emocional é um dos primeiros resultados da meditação, e a nossa experiência confirma isso." (11º Passo de NA)


"O Eu Superior pode usar algum evento, alguma pessoa ou algum livro como seu mensageiro. Pode fazer qualquer circunstância nova agir da mesma forma, mas o indivíduo deve ter a capacidade de reconhecer o que está acontecendo e ter a disposição para receber a mensagem". (Paul Brunton)



Observe Krishnamurti, em conversa com David Bohn, apontando para um "processo", um "caminho de transformação", descrevendo suas etapas até o estado de prontificação e a necessária base emocional para a manifestação da Visão Intuitiva, ou como dizemos no paradigma, a Retomada da Perene Consciência Amorosa Integrativa...


Krishnamurti: Estávamos discutindo o que significa para o cérebro não ter movimento. Quando um ser humano ESTEVE SEGUINDO O CAMINHO DA TRANSFORMAÇÃO, e PASSOU por TUDO isso, e esse SENTIDO DE VAZIO, SILÊNCIO E ENERGIA, ele ABANDONOU QUASE TUDO e CHEGOU AO PONTO, à BASE. Como, então, essa VISÃO INTUITIVA afeta a sua vida diária? Qual é o seu relacionamento com a sociedade? Como ele age em relação à guerra, e ao mundo todo — um mundo em que está realmente vivendo e lutando na escuridão? Qual a sua ação? Eu diria, como concordamos no outro dia, que ele é o não-movimento.

David Bohn: Sim, dissemos que a base era movimento SEM DIVISÃO.

K: Sem divisão. Sim, correto. (Capítulo 8 do livro, A ELIMINAÇÃO DO TEMPO PSICOLÓGICO)


A IMPORTÂNCIA DA RENDIÇÃO DIANTE DA MENTE ADQUIRIDA
Até praticar a rendição, a dimensão espiritual de você é algo sobre o que você lê, de que fala, com que fica entusiasmado, tema para escrita de livros, motivo de pensamento, algo em que acredita... ou não, seja qual for o caso. Não faz diferença. Só quando você se render é que a dimensão espiritual se tornará uma realidade viva na sua vida. Quando o fizer, a energia que você emana e que então governa a sua vida é de uma frequência vibratória muito superior à da energia mental que ainda comanda o nosso mundo. Através da rendição, a energia espiritual entra neste mundo. Não gera sofrimento para você, para os outros seres humanos, nem para qualquer forma de vida no planeta. (Eckhart Tolle em , A Prática do Poder do Agora, pág. 118)