“Assimila o que puderes, das verdades destas páginas — e cria em tua alma uma atmosfera propícia para compreenderes mais, com o correr dos anos e tua progressiva evolução espiritual, que consiste essencialmente na abolição do egoísmo em todos os seus aspectos, e na proclamação de um amor sincero e universal para com todas as criaturas de Deus”. — Huberto Rohden

A preparação preliminar para uma vida de integridade espiritual

Deve haver uma certa preparação preliminar por parte daquele que aspira a levar uma vida de integridade espiritual, que o Yoga, sem dúvida é. Patañjali coloca em primeiro lugar a austeridade, a qual denota de fato uma vida de simplicidade. A austeridade exige que deixemos de lado todas as coisas não essenciais. Há uma dignidade no viver simples que não podemos nunca encontrar na ostentação. Ser simples não é ser descuidado ou destituído de posses. Uma vida de simplicidade é destituída de todos os empecilhos, é uma vida em que as necessidades e desejos são separados. Uma vida de ostentação é baseada na realização de desejos, mas uma vida simples se preocupa com a satisfação de necessidades. Patañjali aponta que aquele que deseja trilhar a senda do Yoga deve voltar-se para as coisas simples da vida. Apenas o homem de vida simples é capaz de suportar as pressões da verdadeira vida espiritual. Juntamente com esta simplicidade deve haver AUTO-ESTUDO, que não é tanto o caso de ler livros, mas a reflexão silenciosa. A maioria das pessoas nunca pensa, vive com o que as outras pessoas pensaram. Também em nosso processo educativo geralmente nos dizem "o que" pensar, mas nunca "como" pensar. Patañjali solicita que o aspirante espiritual comece a pensar por si mesmo. Isso realmente é AUTO-ESTUDO. Com simplicidade de vida e o desenvolvimento de uma estrutura mental reflexiva, seremos capazes de formular nossas aspirações. [...] Assim, simplicidade, reflexão e aspiração são os pré-requisitos da disciplina preparatória do Yoga. Sem estes três requisitos, seria inútil pensar em partir para o campo do Yoga. Aquele que opta pela vida espiritual, cedo ou tarde, formula formula suas aspirações. Essas constituem seus próprios valores de vida. O homem espiritual é aquele que se move ao longo da senda indicada pelos valores que descobriu  e formulou para si mesmo. Não é possível trilhar a senda espiritual seguindo os valores pertencentes a outros. A simplicidade e o auto-estudo nos levam à formulação de nossos próprios valores de vida — em outras palavras, nos levam a uma vida de verdadeira aspiração. 

esta disciplina preliminar é necessária, pois nos torna capazes de dirigirmos com clareza as muitas dificuldades que surgirem à medida que nos movermos ao longo da senda da Yoga. 

Rohit Mehta

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"Quando você compreende, quando chega a saber,
então traz toda a beleza do passado de volta
e dá a esse passado o renascimento, renova-o,
de forma que todos os que o conheceram
possam estar de novo sobre a terra
e viajar por aqui, e ajudar as pessoas." (Tilopa)



"Nos momentos tranqüilos da meditação, a vontade de DEUS pode tornar-se evidente para nós. Acalmar a mente, através da meditação, traz uma paz interior que nos põe em contato com DEUS dentro de nós. Uma premissa básica da meditação, é que é difícil, senão impossível, alcançar um contato consciente, à não ser que a mente esteja sossegada. Para que haja um progresso, a comum sucessão ininterrupta de pensamentos tem de parar. Por isso, a nossa prática preliminar será sossegar a mente e deixar os pensamentos que brotam morrerem de morte natural. Deixamos nossos pensamentos para trás, à medida que a meditação do Décimo Primeiro Passo se torna uma realidade para nós. O equilíbrio emocional é um dos primeiros resultados da meditação, e a nossa experiência confirma isso." (11º Passo de NA)


"O Eu Superior pode usar algum evento, alguma pessoa ou algum livro como seu mensageiro. Pode fazer qualquer circunstância nova agir da mesma forma, mas o indivíduo deve ter a capacidade de reconhecer o que está acontecendo e ter a disposição para receber a mensagem". (Paul Brunton)



Observe Krishnamurti, em conversa com David Bohn, apontando para um "processo", um "caminho de transformação", descrevendo suas etapas até o estado de prontificação e a necessária base emocional para a manifestação da Visão Intuitiva, ou como dizemos no paradigma, a Retomada da Perene Consciência Amorosa Integrativa...


Krishnamurti: Estávamos discutindo o que significa para o cérebro não ter movimento. Quando um ser humano ESTEVE SEGUINDO O CAMINHO DA TRANSFORMAÇÃO, e PASSOU por TUDO isso, e esse SENTIDO DE VAZIO, SILÊNCIO E ENERGIA, ele ABANDONOU QUASE TUDO e CHEGOU AO PONTO, à BASE. Como, então, essa VISÃO INTUITIVA afeta a sua vida diária? Qual é o seu relacionamento com a sociedade? Como ele age em relação à guerra, e ao mundo todo — um mundo em que está realmente vivendo e lutando na escuridão? Qual a sua ação? Eu diria, como concordamos no outro dia, que ele é o não-movimento.

David Bohn: Sim, dissemos que a base era movimento SEM DIVISÃO.

K: Sem divisão. Sim, correto. (Capítulo 8 do livro, A ELIMINAÇÃO DO TEMPO PSICOLÓGICO)


A IMPORTÂNCIA DA RENDIÇÃO DIANTE DA MENTE ADQUIRIDA
Até praticar a rendição, a dimensão espiritual de você é algo sobre o que você lê, de que fala, com que fica entusiasmado, tema para escrita de livros, motivo de pensamento, algo em que acredita... ou não, seja qual for o caso. Não faz diferença. Só quando você se render é que a dimensão espiritual se tornará uma realidade viva na sua vida. Quando o fizer, a energia que você emana e que então governa a sua vida é de uma frequência vibratória muito superior à da energia mental que ainda comanda o nosso mundo. Através da rendição, a energia espiritual entra neste mundo. Não gera sofrimento para você, para os outros seres humanos, nem para qualquer forma de vida no planeta. (Eckhart Tolle em , A Prática do Poder do Agora, pág. 118)


O IMPOPULAR DRAMA OUTSIDER — O encontro direto com a Verdade absoluta parece, então, impossível para uma consciência humana comum, não mística. Não podemos conhecer a realidade ou mesmo provar a existência do mais simples objeto, embora isto seja uma limitação que poucas pessoas compreendem realmente e que muitas até negariam. Mas há entre os seres humanos um tipo de personalidade que, esta sim, compreende essa limitação e que não consegue se contentar com as falsas realidades que nutrem o universo das pessoas comuns. Parece que essas pessoas sentem a necessidade de forjar por si mesmas uma imagem de "alguma coisa" ou do "nada" que se encontra no outro lado de suas linhas telegráficas: uma certa "concepção do ser" e uma certa teoria do "conhecimento". Elas são ATORMENTADAS pelo Incognoscível, queimam de desejo de conhecer o princípio primeiro, almejam agarrar aquilo que se esconde atrás do sombrio espetáculo das coisas. Quando alguém possui esse temperamento, é ávido de conhecer a realidade e deve satisfazer essa fome da melhor forma possível, enganando-a, sem contudo jamais poder saciá-la. — Evelyn Underhill