“Assimila o que puderes, das verdades destas páginas — e cria em tua alma uma atmosfera propícia para compreenderes mais, com o correr dos anos e tua progressiva evolução espiritual, que consiste essencialmente na abolição do egoísmo em todos os seus aspectos, e na proclamação de um amor sincero e universal para com todas as criaturas de Deus”. — Huberto Rohden

Por que você está com tanto medo de lavagem cerebral?

Lavagem cerebral é bom.(...) Eu o limparei! Uma lavagem cerebral é uma coisa boa, você precisa dela! Você está carregando muito lixo em seu cérebro; você nunca pensou que precisa de uma boa lavagem? Sim, exatamente, é isso que estou fazendo aqui. 

Você foi condicionado pela sociedade e precisa ser descondicionado... Lavagem cerebral é isso.(...) Eu também estou usando lavagem cerebral — como Buda e Cristo usaram —,... A diferença é que eu simplesmente lavo o seu cérebro e o deixo ali. Eu não escrevo nada sobre ele, simplesmente deixo-o limpo, descondicionado. 

Na verdade, este é o seu receio: você não está com medo de ter seu cérebro lavado, mas de ser deixado limpo. Você gostaria de ser recondicionado imediatamente, assim você teria outro apoio, uma outra coisa a se apegar, uma outra filosofia para acreditar; simplesmente destruo todas as filosofias e o deixo só. Isso é liberdade! Mas isso é sempre amedrontador: então, você nada tem a que se apegar onde se encostar; assim, você é deixado num abismo. Chamo esse abismo de Deus — ele é um abismo sem fundo. Eu o deixo nesse estado de ignorância, mas ignorância é inocência. 

na realidade, você não está preocupado com o seu descondicionamento, com a sua lavagem cerebral. Você está preocupado com o fato de que se você permanecer na inocência, como você agirá, como você executará a sua vida, como você fará coisas? Você sempre dependeu do condicionamento, que lhe deu uma certa identidade... Você sabe quem você é, você sabe por onde olhar quando surgir a necessidade: ir à igreja, folhear a Bíblia ou consultar o sacerdote. Você sabe para onde ir quando houver algum problema. 

Eu o deixarei totalmente desamparado; você não saberá para onde ir. Eu tirarei de você a igreja, a Bíblia e o Alcorão e não os substituirei. 

Mas este é o trabalho real sempre feito pelos Budas: eles o deixam só. E se você for suficientemente corajoso para ficar só, neste estado de desamparo, pela primeira vez você começará a crescer. Neste estado de inocência, pela primeira vez surgirá a compreensão. Do contrário, quando você depende do conhecimento, não há necessidade de surgir a compreensão; o conhecimento faz o papel da compreensão. Quando todo o conhecimento for abandonado, você deverá encarar a vida sem qualquer conhecimento. Você terá de responder sem qualquer passado e não será capaz de entrar na memória; não haverá memória. Você terá de responder aqui e agora e agir, imediatamente. Desta ação nasce a compreensão. 

Corra o risco. 

É arriscado, mas corra o risco. Na verdade, o que você tem a perder? O que você tem em seu cérebro? Por que você está tão preocupado com o fato de seu cérebro ser lavado? Você não tem nada de valor nele, é tudo porcaria. E você sabe disso perfeitamente bem! Quem mais pode saber disso tão bem? Simplesmente sente-se em silêncio por meia hora, olhe para dentro e conhecerá seu cérebro, o que está acontecendo. Ele é um louco maníaco — mil e uma coisas acontecendo continuamente, barulhos, um turbilhão... O que tem de valor lá? 

Quando isso se for, seu coração se abrirá. Sem o embuste, o real tomará posse. A moeda falsa jogada fora, você procurará pela moeda real. E ela está aí, dentro de você. Esta sabedoria está contida em você, está iluminação está presente, esperando que você se farte da cabeça, de tal modo que possa olhar para ela. E, uma vez encontrada a sabedoria, então você saberá o que é valioso na vida. 

OSHO
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
"Quando você compreende, quando chega a saber,
então traz toda a beleza do passado de volta
e dá a esse passado o renascimento, renova-o,
de forma que todos os que o conheceram
possam estar de novo sobre a terra
e viajar por aqui, e ajudar as pessoas." (Tilopa)



"Nos momentos tranqüilos da meditação, a vontade de DEUS pode tornar-se evidente para nós. Acalmar a mente, através da meditação, traz uma paz interior que nos põe em contato com DEUS dentro de nós. Uma premissa básica da meditação, é que é difícil, senão impossível, alcançar um contato consciente, à não ser que a mente esteja sossegada. Para que haja um progresso, a comum sucessão ininterrupta de pensamentos tem de parar. Por isso, a nossa prática preliminar será sossegar a mente e deixar os pensamentos que brotam morrerem de morte natural. Deixamos nossos pensamentos para trás, à medida que a meditação do Décimo Primeiro Passo se torna uma realidade para nós. O equilíbrio emocional é um dos primeiros resultados da meditação, e a nossa experiência confirma isso." (11º Passo de NA)


"O Eu Superior pode usar algum evento, alguma pessoa ou algum livro como seu mensageiro. Pode fazer qualquer circunstância nova agir da mesma forma, mas o indivíduo deve ter a capacidade de reconhecer o que está acontecendo e ter a disposição para receber a mensagem". (Paul Brunton)



Observe Krishnamurti, em conversa com David Bohn, apontando para um "processo", um "caminho de transformação", descrevendo suas etapas até o estado de prontificação e a necessária base emocional para a manifestação da Visão Intuitiva, ou como dizemos no paradigma, a Retomada da Perene Consciência Amorosa Integrativa...


Krishnamurti: Estávamos discutindo o que significa para o cérebro não ter movimento. Quando um ser humano ESTEVE SEGUINDO O CAMINHO DA TRANSFORMAÇÃO, e PASSOU por TUDO isso, e esse SENTIDO DE VAZIO, SILÊNCIO E ENERGIA, ele ABANDONOU QUASE TUDO e CHEGOU AO PONTO, à BASE. Como, então, essa VISÃO INTUITIVA afeta a sua vida diária? Qual é o seu relacionamento com a sociedade? Como ele age em relação à guerra, e ao mundo todo — um mundo em que está realmente vivendo e lutando na escuridão? Qual a sua ação? Eu diria, como concordamos no outro dia, que ele é o não-movimento.

David Bohn: Sim, dissemos que a base era movimento SEM DIVISÃO.

K: Sem divisão. Sim, correto. (Capítulo 8 do livro, A ELIMINAÇÃO DO TEMPO PSICOLÓGICO)


A IMPORTÂNCIA DA RENDIÇÃO DIANTE DA MENTE ADQUIRIDA
Até praticar a rendição, a dimensão espiritual de você é algo sobre o que você lê, de que fala, com que fica entusiasmado, tema para escrita de livros, motivo de pensamento, algo em que acredita... ou não, seja qual for o caso. Não faz diferença. Só quando você se render é que a dimensão espiritual se tornará uma realidade viva na sua vida. Quando o fizer, a energia que você emana e que então governa a sua vida é de uma frequência vibratória muito superior à da energia mental que ainda comanda o nosso mundo. Através da rendição, a energia espiritual entra neste mundo. Não gera sofrimento para você, para os outros seres humanos, nem para qualquer forma de vida no planeta. (Eckhart Tolle em , A Prática do Poder do Agora, pág. 118)


O IMPOPULAR DRAMA OUTSIDER — O encontro direto com a Verdade absoluta parece, então, impossível para uma consciência humana comum, não mística. Não podemos conhecer a realidade ou mesmo provar a existência do mais simples objeto, embora isto seja uma limitação que poucas pessoas compreendem realmente e que muitas até negariam. Mas há entre os seres humanos um tipo de personalidade que, esta sim, compreende essa limitação e que não consegue se contentar com as falsas realidades que nutrem o universo das pessoas comuns. Parece que essas pessoas sentem a necessidade de forjar por si mesmas uma imagem de "alguma coisa" ou do "nada" que se encontra no outro lado de suas linhas telegráficas: uma certa "concepção do ser" e uma certa teoria do "conhecimento". Elas são ATORMENTADAS pelo Incognoscível, queimam de desejo de conhecer o princípio primeiro, almejam agarrar aquilo que se esconde atrás do sombrio espetáculo das coisas. Quando alguém possui esse temperamento, é ávido de conhecer a realidade e deve satisfazer essa fome da melhor forma possível, enganando-a, sem contudo jamais poder saciá-la. — Evelyn Underhill