“Não se pode falar do oceano para um sapo do brejo — criatura de uma esfera mais acanhada. Não se pode falar de um estado isento de pensamento para um pedagogo; sua visão é demasiado restrita”. — Chuang Tzu

Que as perguntas voltem a ser perigosas

A verdadeira religião não está preocupada com nada além desta vida. Ela investiga esta vida e encontra o além. a outra realidade não está em outro lugar, mas oculta nesta realidade. Esta realidade é a outra realidade! A diferença está na sua visão; se você tiver profundidade, verá que está realidade é outra realidade. Isto é aquilo! 

(...) Deus está presente em tudo, é a profundidade de tudo — deixe-nos dize-lo desta maneira(...) Deus significa profundidade. E se você sabe como viver profundamente... você só saberá como viver profundamente se conseguir constantemente se prosseguir constantemente morrendo para o passado e nascendo no futuro. Entre esses dois aspectos acontece a profundidade. De repente a porta se abre e você pode ver aquilo que é. Por um momento a mente não está mais funcionando e é abandonada. A nova mente ainda não nasceu e você pode ver a verdade como ela é. Logo a nova mente nascerá, e no momento em que ela nasce ela começa a envelhecer; novamente você terá de abandoná-la. Isso eu chamo meditação.

Meditação é uma maneira de encarar a crise real da vida, de encarar o próprio crescimento e as dores crescentes. 

A filosofia distrai, a teologia engana, a política somente o mantém ocupado com coisas estúpidas, a arte somente decora a cela e a ciência ainda não é corajosa o bastante para atacar o problema real, assim ela fica trabalhando sobre coisas, sobre o exterior. 

(...) Toda pessoa pode ter a satisfação de ser religiosa, toda pessoa pode viver Deus. Mas então você terá de renunciar muitas coisas, suas filosofias, suas religiões, suas estúpidas ocupações... E não estou dizendo que você deva renunciar ao mundo — sua esposa, seus filhos, seu trabalho — não. Este não é o problema. O problema real está em suas crenças; você terá de renunciar a suas crenças.(...) Renuncie apenas às atitudes que lhe foram ensinadas, às quais você foi condicionado. Se você renunciar aos seus condicionamentos, renunciará a sua ignorância e se tornará inocente, e a partir desta inocência surgirá o conhecimento. A pessoa se torna sábia, mas lembre-se de que quando você se torna sábio o mundo não o considerará sábio, mas sim um idiota!

(...)Lembre-se disto: ter olhos no mundo de cegos significa que você deverá estar pronto para algumas coisas. Eles rirão de você e não acreditarão que você tem olhos; ninguém jamais conheceu alguém que tivesse olhos. Eles acharão que você é um charlatão, uma fraude, que você tem alguma motivação por trás dessa declaração de que você obteve olhos; eles ficarão com raiva, furiosos, e poderão envenená-lo e matá-lo. Uma coisa é certa: eles não podem acreditar que você é sábio, pois ao pensar assim terão de aceitar a ideia de que eles não o são — e isso é muito difícil. É mais fácil crucificar um Jesus, assassinar Mansoor e envenenar Sócrates do que pensar que somos todos idiotas. 

A presença de um Jesus traz a crise: se ele estiver certo, então todos os outros estarão errados. E, se ele estiver errado, então todos poderão relaxar em seu confortável e aconchegante mundo e se esquecer de tudo sobre a crise. Jesus abre a porta e se torna o problema, lembre-se disso. 

Um Buda real, um Jesus real, não o supre com respostas. Ele simplesmente lhe traz o problema que você esqueceu. Ele cria novamente o problema e o deixa na sua frente; ele o força a ver o problema, e é tão persistente que o importuna. 

Pense em Sócrates andando nas ruas de Atenas — ele estava importunando a todos!(...) Ele fez perguntas que ninguém desejava ouvir, pois aquelas perguntas tiravam o próprio chão debaixo dos pés; aquelas perguntas eram perigosas. Uma vez que elas penetrassem na pessoa, então ela jamais seria capaz de dormir facilmente; elas iriam persegui-la. Uma vez que aquelas perguntas tivessem penetrado na consciência da pessoa, ela não poderia viver da mesma maneira que viveu até então. Aquelas perguntas se tornariam as sementes: elas começariam a crescer na pessoa e a mudá-la de maneiras sutis.(...) E como você pode  viver se não resolveu o problema real de sua vida? A vida somente começa quando você soluciona o problema real. 

E qual é o problema real? O problema real é como continuar a morrer para o passado e como continuar a nascer no futuro; como permanecer fresco, jovem, como gotas de orvalho; como não envelhecer. Esta é a maneira de como crescer — como não envelhecer e permanecer sempre jovem e fresco. O frescor não deveria ser perdido nem na vida nem na morte. Nenhuma poeira deveria ter permissão de se depositar em você.

OSHO
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"Quando você compreende, quando chega a saber,
então traz toda a beleza do passado de volta
e dá a esse passado o renascimento, renova-o,
de forma que todos os que o conheceram
possam estar de novo sobre a terra
e viajar por aqui, e ajudar as pessoas." (Tilopa)



"Nos momentos tranqüilos da meditação, a vontade de DEUS pode tornar-se evidente para nós. Acalmar a mente, através da meditação, traz uma paz interior que nos põe em contato com DEUS dentro de nós. Uma premissa básica da meditação, é que é difícil, senão impossível, alcançar um contato consciente, à não ser que a mente esteja sossegada. Para que haja um progresso, a comum sucessão ininterrupta de pensamentos tem de parar. Por isso, a nossa prática preliminar será sossegar a mente e deixar os pensamentos que brotam morrerem de morte natural. Deixamos nossos pensamentos para trás, à medida que a meditação do Décimo Primeiro Passo se torna uma realidade para nós. O equilíbrio emocional é um dos primeiros resultados da meditação, e a nossa experiência confirma isso." (11º Passo de NA)


"O Eu Superior pode usar algum evento, alguma pessoa ou algum livro como seu mensageiro. Pode fazer qualquer circunstância nova agir da mesma forma, mas o indivíduo deve ter a capacidade de reconhecer o que está acontecendo e ter a disposição para receber a mensagem". (Paul Brunton)



Observe Krishnamurti, em conversa com David Bohn, apontando para um "processo", um "caminho de transformação", descrevendo suas etapas até o estado de prontificação e a necessária base emocional para a manifestação da Visão Intuitiva, ou como dizemos no paradigma, a Retomada da Perene Consciência Amorosa Integrativa...


Krishnamurti: Estávamos discutindo o que significa para o cérebro não ter movimento. Quando um ser humano ESTEVE SEGUINDO O CAMINHO DA TRANSFORMAÇÃO, e PASSOU por TUDO isso, e esse SENTIDO DE VAZIO, SILÊNCIO E ENERGIA, ele ABANDONOU QUASE TUDO e CHEGOU AO PONTO, à BASE. Como, então, essa VISÃO INTUITIVA afeta a sua vida diária? Qual é o seu relacionamento com a sociedade? Como ele age em relação à guerra, e ao mundo todo — um mundo em que está realmente vivendo e lutando na escuridão? Qual a sua ação? Eu diria, como concordamos no outro dia, que ele é o não-movimento.

David Bohn: Sim, dissemos que a base era movimento SEM DIVISÃO.

K: Sem divisão. Sim, correto. (Capítulo 8 do livro, A ELIMINAÇÃO DO TEMPO PSICOLÓGICO)


A IMPORTÂNCIA DA RENDIÇÃO DIANTE DA MENTE ADQUIRIDA
Até praticar a rendição, a dimensão espiritual de você é algo sobre o que você lê, de que fala, com que fica entusiasmado, tema para escrita de livros, motivo de pensamento, algo em que acredita... ou não, seja qual for o caso. Não faz diferença. Só quando você se render é que a dimensão espiritual se tornará uma realidade viva na sua vida. Quando o fizer, a energia que você emana e que então governa a sua vida é de uma frequência vibratória muito superior à da energia mental que ainda comanda o nosso mundo. Através da rendição, a energia espiritual entra neste mundo. Não gera sofrimento para você, para os outros seres humanos, nem para qualquer forma de vida no planeta. (Eckhart Tolle em , A Prática do Poder do Agora, pág. 118)