“Assimila o que puderes, das verdades destas páginas — e cria em tua alma uma atmosfera propícia para compreenderes mais, com o correr dos anos e tua progressiva evolução espiritual, que consiste essencialmente na abolição do egoísmo em todos os seus aspectos, e na proclamação de um amor sincero e universal para com todas as criaturas de Deus”. — Huberto Rohden

Quando foi a última vez que você foi feliz?

Se você tem carregado um certo peso de infelicidade, uma certa cruz de angústia e de infelicidade, acaba se acostumando; esse peso é quase parte de seu ser. E, então, qualquer coisa nova será mais incômoda, pois com o novo você terá que aprender novas maneiras de ser. E a felicidade? Você esqueceu a sua linguagem. Você nem se lembra mais o que significa a felicidade; não se lembra de tê-la experimentado alguma vez. Parece que é apenas um sonho, algo muito frágil e pouco sólido para ser apanhado; você não pode segurá-lo em suas mãos e vê-lo. 

O que você quer dizer por felicidade? Quando foi a última vez que você foi feliz? Você pode lembrar-se de algum momento em sua vida em que foi realmente feliz? Você ficará surpreso, mas toda a sua vida parece um deserto. Você tem esperado... mas não experimentou a felicidade. Essa vida desértica é o que você quer dizer quando afirma: "Eu sou." Esse é o seu ego: todo esse pus, esse estado cancerígeno, toda essa doença e neurose — é a isso que você chama de "eu sou". Esse é o seu ego. 

E se eu digo: "Abandone o ego", você diz: "Como posso deixar o ego? Por que devo me entregar? Por que deveria me entregar a alguém?" Esse "eu" não é nada mais do que o seu passado. Olhe profundamente para isso, analise um pouco, e você não encontrará nada além de misérias e mais misérias... feridas, insultos, irritações, pesadelos... Mas você luta por isso. Você não está pronto para abandoná-lo; está realmente apegado. 

Entrega significa simplesmente uma compreensão: chega desse "eu", vou abandoná-lo! No momento em que você abandona o "eu", abandona também toda a hipnose em que a sociedade o forçou a entrar. No momento em que deixa o ego, está abandonando o Estado, a religião, a Igreja, a sociedade, os pais, a escola, a universidade, a civilização, a cultura; joga fora todos os condicionamentos. E, de repente, você vê surgir uma onda de felicidade e bem-aventurança em você. Ela estava lá, esperando; é só remover o peso que a fonte voltará a fluir. 

Você nasceu feliz; toda criança nasce feliz e para ser feliz, e toda essa vida é uma grande festa. Mas existem pessoas que não permitem que você seja feliz. Você já observou que, sempre que está se sentindo um pouco feliz, ao mesmo tempo você sente uma pequena culpa, como se estivesse fazendo alguma coisa errada? Se você está infeliz, não há culpas; se está feliz, há culpa, pois você deve estar fazendo algo errado.(...) As pessoas se sentem ofendidas se você está feliz; então, você se sente culpado. Ninguém perdoa um homem feliz: "Como você ousa ser feliz?"

As pessoas só permitem que os loucos sejam felizes. Se alguém ri alto e dança nas ruas, as pessoas dizem que ele é louco. Se você está feliz, só é perdoado se permitir que o chamem de louco. Se podem rotulá-lo de louco, então não se preocupam; todos riem de você, pois sabem que você é louco. Do contrário, como pode ser feliz? 

As pessoas esqueceram a própria linguagem... mas você pode recuperá-la, pois é algo seu, natural. Não se trata de nada que possa ser aprendido; você só tem que desaprender o que a sociedade colocou em você. Você tem que recuperar sua infância; tem que renascer. Foi o que Jesus disse a Nicodemos: Você terá que renascer. Tem que morrer como você é, tem que renascer. Tem que se limpar da sociedade. 

Quando você joga fora a sociedade, Deus começa a cantar uma canção para você. Ele ainda canta nos passarinhos, pois eles não têm sociedade, não têm que ir às escolas, não têm que ser cultos nem condicionados. Ele ainda canta nas árvores, pois elas ainda não criaram padres e políticos. Ele ainda canta nas ondas do mar... Exceto no homem, Deus está feliz em toda parte. Algo deu errado no homem.

O S H O em, A Divina Melodia

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"Quando você compreende, quando chega a saber,
então traz toda a beleza do passado de volta
e dá a esse passado o renascimento, renova-o,
de forma que todos os que o conheceram
possam estar de novo sobre a terra
e viajar por aqui, e ajudar as pessoas." (Tilopa)



"Nos momentos tranqüilos da meditação, a vontade de DEUS pode tornar-se evidente para nós. Acalmar a mente, através da meditação, traz uma paz interior que nos põe em contato com DEUS dentro de nós. Uma premissa básica da meditação, é que é difícil, senão impossível, alcançar um contato consciente, à não ser que a mente esteja sossegada. Para que haja um progresso, a comum sucessão ininterrupta de pensamentos tem de parar. Por isso, a nossa prática preliminar será sossegar a mente e deixar os pensamentos que brotam morrerem de morte natural. Deixamos nossos pensamentos para trás, à medida que a meditação do Décimo Primeiro Passo se torna uma realidade para nós. O equilíbrio emocional é um dos primeiros resultados da meditação, e a nossa experiência confirma isso." (11º Passo de NA)


"O Eu Superior pode usar algum evento, alguma pessoa ou algum livro como seu mensageiro. Pode fazer qualquer circunstância nova agir da mesma forma, mas o indivíduo deve ter a capacidade de reconhecer o que está acontecendo e ter a disposição para receber a mensagem". (Paul Brunton)



Observe Krishnamurti, em conversa com David Bohn, apontando para um "processo", um "caminho de transformação", descrevendo suas etapas até o estado de prontificação e a necessária base emocional para a manifestação da Visão Intuitiva, ou como dizemos no paradigma, a Retomada da Perene Consciência Amorosa Integrativa...


Krishnamurti: Estávamos discutindo o que significa para o cérebro não ter movimento. Quando um ser humano ESTEVE SEGUINDO O CAMINHO DA TRANSFORMAÇÃO, e PASSOU por TUDO isso, e esse SENTIDO DE VAZIO, SILÊNCIO E ENERGIA, ele ABANDONOU QUASE TUDO e CHEGOU AO PONTO, à BASE. Como, então, essa VISÃO INTUITIVA afeta a sua vida diária? Qual é o seu relacionamento com a sociedade? Como ele age em relação à guerra, e ao mundo todo — um mundo em que está realmente vivendo e lutando na escuridão? Qual a sua ação? Eu diria, como concordamos no outro dia, que ele é o não-movimento.

David Bohn: Sim, dissemos que a base era movimento SEM DIVISÃO.

K: Sem divisão. Sim, correto. (Capítulo 8 do livro, A ELIMINAÇÃO DO TEMPO PSICOLÓGICO)


A IMPORTÂNCIA DA RENDIÇÃO DIANTE DA MENTE ADQUIRIDA
Até praticar a rendição, a dimensão espiritual de você é algo sobre o que você lê, de que fala, com que fica entusiasmado, tema para escrita de livros, motivo de pensamento, algo em que acredita... ou não, seja qual for o caso. Não faz diferença. Só quando você se render é que a dimensão espiritual se tornará uma realidade viva na sua vida. Quando o fizer, a energia que você emana e que então governa a sua vida é de uma frequência vibratória muito superior à da energia mental que ainda comanda o nosso mundo. Através da rendição, a energia espiritual entra neste mundo. Não gera sofrimento para você, para os outros seres humanos, nem para qualquer forma de vida no planeta. (Eckhart Tolle em , A Prática do Poder do Agora, pág. 118)


O IMPOPULAR DRAMA OUTSIDER — O encontro direto com a Verdade absoluta parece, então, impossível para uma consciência humana comum, não mística. Não podemos conhecer a realidade ou mesmo provar a existência do mais simples objeto, embora isto seja uma limitação que poucas pessoas compreendem realmente e que muitas até negariam. Mas há entre os seres humanos um tipo de personalidade que, esta sim, compreende essa limitação e que não consegue se contentar com as falsas realidades que nutrem o universo das pessoas comuns. Parece que essas pessoas sentem a necessidade de forjar por si mesmas uma imagem de "alguma coisa" ou do "nada" que se encontra no outro lado de suas linhas telegráficas: uma certa "concepção do ser" e uma certa teoria do "conhecimento". Elas são ATORMENTADAS pelo Incognoscível, queimam de desejo de conhecer o princípio primeiro, almejam agarrar aquilo que se esconde atrás do sombrio espetáculo das coisas. Quando alguém possui esse temperamento, é ávido de conhecer a realidade e deve satisfazer essa fome da melhor forma possível, enganando-a, sem contudo jamais poder saciá-la. — Evelyn Underhill