“Assimila o que puderes, das verdades destas páginas — e cria em tua alma uma atmosfera propícia para compreenderes mais, com o correr dos anos e tua progressiva evolução espiritual, que consiste essencialmente na abolição do egoísmo em todos os seus aspectos, e na proclamação de um amor sincero e universal para com todas as criaturas de Deus”. — Huberto Rohden

No Agora está a consumação integral da vida


Esta manhã quero repassar o meu assunto na integra, por uma forma condensada, de modo que, se usardes vossa mais acurada inteligência, não haverá possibilidade de desentendimento. É muito difícil penetrar a ilusão das palavras. Muitos de vós, aqui, entendem inglês e muitos outros não; porém, mesmo aqueles que entendem inglês, interpretarão as palavras a seu talante e aí é onde reside a dificuldade. Desejara que, fosse possível inventar uma nova linguagem! Por favor, prestai-me a vossa atenção inteligente, analisai, criticai e assentai vossas resoluções. Ou o que eu digo é inteiramente falso ou é integralmente verdadeiro. Se é falso, então todos vós deveis derrubá-lo, destruí-lo. Se é verdadeiro, tudo mais deve ser posto de lado pois que a Verdade não pode coexistir, não pode ser colocada ao lado da mentira. A Verdade e a mentira não podem morar juntas. Meu propósito esta manhã é tornar a mim mesmo perfeitamente claro, afim de serdes capazes de verificar se o que eu digo é verdadeiro. Se o for, então deveis proclamá-lo do telhado das casa, deveis vive-lo, deve ser a coisa única que para vós tenha importância. Se, porém, for falso, não sejais transigentes, por debilidade — lançai-vos à sua destruição. Deveis ser integralmente pela verdade, ou inteiramente contra ela, não podeis condescender. Não podereis construir por qualquer outra maneira. Não podeis permanecer na sombra e adorar o sol; tendes que sair da sombra e deleitar-vos ao sol, regozijai-vos em sua pureza, afim de que vós próprios vos torneis puros, perfeitos, incorruptíveis. Não podeis transigir, pois que a Verdade não reside em esperanças mortas.

Na mente da maioria dos que me escutam, existe uma inclinação a acreditarem que aquilo que eu digo é puramente destrutivo, e, daí, negativo, que a todo o instante estou derrubando e que, como nada coloco no lugar daquilo que derrubo, não sou construtivo. O que digo não é construtivo nem destrutivo, porque eu falo da Vida e na Vida não há nem destruição nem construção. É insensato o que dividir a Vida em destrutiva e criativa. Quando, porém, digo que certas coisas, são infantis, desnecessárias, insensatas, não essenciais, falsas, é porque desejo tornar clara a coisa única essencial, nítida, positiva, evidente, distinta. De vós, somente, portanto, de todo o indivíduo é que depende a destruição e a reconstrução. No próprio processo de derrubar estais construindo. É isto que todos vós não apercebeis. Logo que vos tenhais afastado de todas as coisas infantis, fúteis, triviais, dentro de vós começa a crescer essa certeza constante, que é a verdadeira medida do vosso entendimento. Assim, pois, não é questão de destruição, porém, antes, de desejo de descobrir por vós próprios o verdadeiro valor, o verdadeiro significado, o verdadeiro propósito da Vida. Para este descobrirdes, necessitais deixar de lado toda a coisa de pequeno valor, pois que de outro modo vossa mente perverter-se-á, vosso julgamento torcer-se-á.

Assim como o rio tem de ir para o mar, tem que vaguear por muitas terras, propelido pelo grande volume das águas que se acham por detrás, assim deve todo o indivíduo, pela sua própria experiência, pelas suas próprias lutas, êxtases e regozijos, entrar nesse mar, que é ilimitado, sem fim, imensurável, que é a própria Eternidade. O mar não pode entrar no rio; o rio é muito pequeno, muito limitado. Assim, é o rio que tem de ir para o mar. De maneira semelhante atingi eu. Todos os vossos cultos, os vossos temores, as vossas ansiedades, as vossas ambições me fremiram, todas as vossas esperanças, os vossos gurus, os vossos discipulados me retiveram, porém, somente pondo de lado tudo isso é que encontrei. Tendes que vir a esta Verdade sem fardos, imaculados. A ela não podeis vir com mente prejudicada e ideias preconcebidas, com falsas esperanças, falsos temores, ambições e glória pessoal. Pondo de lado todas as coisas que eu tinha por glória antes, achei aquilo que é eterno, incondicionado, que é a própria Verdade; rompendo inteiramente com o passado rudemente, dentro de mim mesmo, encontrei aquilo que é perpétuo, que não é passado nem futuro, que não tem começo nem fim, que é Eterno. Tendo por esse meio encontrado aquilo que é perdurável — e não existem outros meios — quisera dar aos outros deste entendimento.

Que é, portanto, que todos vós, que aqui vos reunis, ano após ano estais buscando? Por favor, quando faço esta pergunta aplicai a vós mesmos, não a deixeis passar adiante. Que é que todos estais buscando? Por que assistis a estes Acampamentos? Para gozar o prazer do encontro? Para passardes alguns dias juntos com aqueles que durante um ano inteiro não havíeis visto? Para condescenderdes com vossas mesquinhas paixões? Para ouvir palavras de conforto? Para vos tornardes certos em vossas crenças duvidosas? Que é que estais buscando? Que é que cada qual de vós deseja? Eu vos direi o que desejais — não o que vós desejais individualmente, porém, o que o mundo está buscando.
A ignorância não tem começo nem fim, e cada qual de vós está buscando acabar com essa ignorância, pois que a ignorância é uma limitação e causa de tristeza. Estar desapercebido do eu é ignorância, e o conhecimento é entender o eu plenamente. A ignorância é a entre mescla do falso e do real. Estando incertos, estando duvidoso, não estais seguros do que é falso, do que é essencial e do que é transitório, do que é amargo e do que é doce. O saberdes o que é verdadeiro, saberdes o que é falso, o reconhecerdes a verdade no verdadeiro e a falsidade no falso, é esse o verdadeiro conhecimento do eu. Este conhecimento do eu não cria barreiras nem limitações e, daí, proporciona felicidade perdurável. Por vós mesmos estais buscando o poder de destruir todas as limitações que foram colocadas sobre vós mesmos e para por esse meio atingir a liberdade que é felicidade. O quer que seja que conduza à liberdade, ao equilíbrio, à infindável, à ilimitada vastidão da Vida, — leva essencialmente à Verdade. O quer que seja que atue como uma muleta, que leve a repousar em outrem, é falso, e não conduz à Verdade. Assim, a entre mescla do verdadeiro ( que é a escolha do essencial que vos liberta) e o falso (que coloca sobre vós a limitação e portanto vos liga) à ignorância. As falsidades, as coisas não essenciais, as infantilidades, as fraquezas de que dependeis, os temores que abrigais em vosso coração, não vos podem levar à liberdade, portanto, são falsos, são limitações que têm de ser postas de lado.

Esta luta para discernir entre o que é real e o que é falso, entre o que é escravidão e o que é liberdade, entre o que é desgraça e o que é felicidade, esta luta, esta dor, esta batalha constante prosseguem dentro de cada um. É este problema que precisais prestar atenção, dar-lhe vossa concentração e não às coisas triviais criadas pelo homem, não às formas criadas pela vida pervertida. Elas existem, porém são de pequena importância. Aquilo com que vos deveis preocupar é o como e de que modo haveis de distinguir por vós próprio, sem a autoridade de outrem, aquilo que é verdadeiro e aquilo que é falso. Quando por vós mesmos houverdes decidido, não mais deveis brincar, deveis firmemente ser por uma coisa ou pela outra. Não pode haver transigência, pois que a transigência não pode ter lugar na espiritualidade.

Que é isso pelo qual todos no mundo lutam, tateiam, combatem, clamam? É o assegurarem-se por si mesmos, por si mesmos saberem, eternamente, adquirir essa paz interior que não pode ser perturbada, seja pelo falso, seja pelo verdadeiro. Isto é o que todos estão buscando e é a isto que tendes que dedicar as vossas mentes, os vossos corações, a vossa inteira concentração. Eu vos digo que a maneira única pela qual o podeis encontrar, é como eu o encontrei, deixando de lado todas as coisas triviais — cultos, gurus, temores, caminhos, tudo — para descobrir essa coisa única. Se quiserdes esta felicidade, tendes que agir de modo semelhante. Não vos estou compelindo a fazê-lo. Não deve ser a minha autoridade que vos compila. É pelo fato de serdes infelizes, por vossas faces estarem sombreadas pela desgraça, por haver em vós lágrimas, e riso limitado pela tristeza, que precisais buscar.

Existem dois elementos em todo o ser humano — isto não é dogma nem filosofia ou teoria — um eterno, outro progressivo. Deveis preocupar-vos com transformar o progressivo no eterno. Em todo o ser humano, em cada um de vós existe este eu progressivo que está lutando, lutando para avançar para aquilo que é imensurável, ilimitado, eterno. No tornar este eu progressivo incorruptível pela união com aquilo que é eterno em vós, reside a aquisição da Verdade. Estou dividindo o eu em eterno e progressivo, puramente para fins de explanação, não o traduzias, portanto, com outras palavras, fazendo disto uma teoria, um dogma, um sistema complicado daí tirado, por esse modo destruindo aquilo que estais buscando. Todo o processo da existência consiste em mudar o progressivo no eterno. O eu progressivo que existe em limitação, criada por ele mesmo, é a causa da tristeza. O eu progressivo, por ser pequeno, por escolher o que não é essencial, o falso, o limitado, está continuamente criando barreiras. Este eu progressivo está continuamente afirmando a si mesmo e esta afirmação existirá, deve existir enquanto não se der a referida união com o eterno.

Este eu progressivo está sempre buscando essa eternidade que não é a eternidade do indivíduo, porém a do todo, que não se limita a indivíduos, porém que é a consumação de toda a vida, tanto individual como universal. O eu progressivo acha-se em processo de avanço, a todo o instante está subindo, por meio da luta, pela destruição das barreiras, e nesse avanço, nessa ascensão, ele por meio de sua autoafirmação, está criando ecos. Esses ecos a elel voltam sob a forma de tristeza, dor e prazer. Esta autoafirmação do eu progressivo existirá sempre e deve existir, até que vos tenhais tornado um só com o eterno. A própria existência, isto é, a vida que levais, é autoafirmação do eu progressivo e esta mesma autoafirmação na limitação cria tristeza, e esta tristeza perverte o vosso julgamento, complica a vossa vida. Constantemente sois desviados por coisas que não têm valor, por coisas que não são essenciais, por coisas que colocam uma limitação maior em vossa busca. Se vossa pesquisa não for continuamente vigiada, guiada, auxiliada, encorajada, sois colhidos pelas coisas triviais, absurdas e infantis. Portanto, uma vez mais vos digo que não podeis escapar a essa autoafirmação que é a causa da tristeza, porém esta autoafirmação pode ser tornada tão vasta, que se torne ilimitada. Porque, aquilo que perceberdes, isso desejais. Vosso desejo é transformado por aquilo que desejardes. Se vossa percepção for estreita, limitada, então vossos desejos serão pequenos. Porém se vossa percepção da vida for ilimitada, vasta , íntegra, completa, então vosso desejo torna-se íntegro, vasto, ilimitado.

A autoafirmação do “EU” que não tem tristeza, é independente do tempo. O presente, o imediato agora passa sempre para o passado. A partir do momento que tenhais feito qualquer coisa, ela já é passada, pertence ao passado, está morta. Toda a ação feita no presente, transforma-se instantaneamente no passado, e a esse passado pertence tudo que houverdes compreendido desse eu progressivo. Seja o que for que tenhais compreendido, que tenhais dominado, conquistado, já passou, está morto, acabou. Tudo que houverdes compreendido e conquistado, dominado, leva-vos para mais perto desse futuro que é o AGORA. A esse passado que é o sempre mutante presente, pertencem o nascimento, a aquisição, a renúncia, e todas as qualidades que houverdes desenvolvido. A partir do momento que tenhais entendido algo do eu progressivo, já passou, já finalizou, pertence ao passado. Está morto, é pó, nada permanece dele a não ser o estardes mais próximos da eternidade.

Sendo o presente o sempre-mutante passado, fica o futuro, para o qual olhais com tanto deleite, com tantas esperanças, com uma variante de anseios, em que criais teorias, filosofias inúmeras, que têm muito pouco importância, porque, como vo-los demonstrarei, o futuro não é real. A esse futuro, que é o mistério para o qual olhais com tal deleite, a esse futuro, pertence o que remanesce do eu progressivo não solvido. O quer que não tenhais solvido do eu progressivo, é um mistério e, nesse mistério sereis colhidos. Este é o futuro, porque este é o mistério do eu que não haveis conquistado, que não haveis ganhando, atingido, solvido. Assi9m, permanece ele um mistério. Ao mistério do futuro, que é o “Eu” não solvido, pertence a morte, de que tanto vos atemorizais. Imediatamente compreendereis que não há nascimento nem morte. O quer que fica para ser entendido, não chegou a um fim. O que não chegou a um fim, é um mistério, e, nesse mistério colocais a morte. Pelo fato de a não entenderdes, ela pertence a essa porção não absorvida do “Eu” e desse mistério insolúvel provém o medo — medo da morte, medo dos embaraços do amor (amor que não é retribuído, ciúme, inveja), temor da solidão, temor da amizade, temor de tudo que pertence ao futuro e pertence ao “Eu”. Não deveríeis buscar essa felicidade que desejais, nem no futuro, nem no passado, porém no agora. De que serve vir a ser feliz daqui a dez anos? De que vos serve virdes a estar rodeado de camaradagem, de amizades, daqui a dez anos se estais agora solitários, se cada momento vos cria lágrimas, tristeza, miséria? Quando estais famintos, quereis satisfazer vossa fome imediatamente, agora.

Para solver o mistério do “Eu” não solvido, o mistério do ser, não podeis olhar para o futuro, porque o futuro, se não o houverdes solvido, é infindável; é contínuo. Porém, para o homem que compreende, a solução está no ponto onde o passado, o presente e o futuro se encontram, que é o AGORA. A partir do momento que tenhais compreendido, não existe mais mistério.

A eternidade que o eu progressivo está buscando não está no passado, nem no futuro. Se não está no passado nem no futuro, está no agora. AGORA, é o momento da eternidade. Quando a este entenderdes, tereis transcendido todas as leis, todas as limitações, carma e reencarnação. Estas leis, posto que sejam fatos, não terão mais valor, pelo fato de estardes vivendo no eterno.

Não podeis solver vosso problemas no futuro; vossos temores, vossas ansiedades, vossas ambições, vossas mortes e nascimentos, não podem ser solvidas, seja no futuro seja no passado, vós a tendes de solver AGORA. Deveis preocupar-vos, não se haveis de ser corruptíveis ou incorruptíveis no futuro, porém com o serdes incorruptíveis AGORA, porque é agora que vos achais em contato com a tristeza e não no futuro. Deveis tornar esse eu progressivo, incorruptível, forte, íntegro, completo, no imediato AGORA, que é o momento da eternidade.

Como nada deveríeis ter, quer com o passado, quer com o futuro (temo que tenhais, porém não importa), precisaríeis concentrar integralmente vossa atenção, focalizar toda a ação, todo o pensamento na direção da incorruptibilidade da mente e do coração, pois que é aí a sede do eu. A partir do momento que sejais incorruptível, sereis uma luz e não projetareis mais sombra, de modo que toda a felicidade, todo o regozijo estará concentrado em vós; então verdadeiramente podereis ajudar, e dar luz àqueles que vos rodeiam e estão em treva.

 Para viverdes neste AGORA imediato, que é eternidade, precisais afastar-vos de todas as coisas tristes que pertencem ao passado, ou ao futuro. Vossas esperanças mortas, vossas falsas teorias, vossos deuses, tudo deve ir-se e tendes que viver — plenamente concentrados nesse momento do tempo, nesse AGORA que não é nem o futuro nem o passado, que não está distante nem perto, esse AGORA que é a harmonia da razão e do amor.

Este AGORA é Verdade, porque nele está a consumação integral da vida. Morar neste AGORA é verdadeira criação, pois criação é equilíbrio. Ela é absoluta, incondicionada, é a consumação de toda a vida. Se quiserdes morar nessa eternidade que é o agora, tendes que não olhar nem para o futuro nem para o passado, porém, com o desejo de tomardes esse eu progressivo, incorruptível, livre, incondicionado, deveis viver concentrados, focalizados, acurados, em toda a ação, em todo pensamento, em todo o amor. Pois que o AGORA existe onde quer que estejais; este AGORA habita em cada um, integral, completo, incondicionado. É esta eternidade que o eu progressivo, encadeado pela limitação que é tristeza, está sempre buscando.


Krishnamurti, 6 de agosto de 1929, Acampamento de Ommen – Palestra Matinal
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"Quando você compreende, quando chega a saber,
então traz toda a beleza do passado de volta
e dá a esse passado o renascimento, renova-o,
de forma que todos os que o conheceram
possam estar de novo sobre a terra
e viajar por aqui, e ajudar as pessoas." (Tilopa)



"Nos momentos tranqüilos da meditação, a vontade de DEUS pode tornar-se evidente para nós. Acalmar a mente, através da meditação, traz uma paz interior que nos põe em contato com DEUS dentro de nós. Uma premissa básica da meditação, é que é difícil, senão impossível, alcançar um contato consciente, à não ser que a mente esteja sossegada. Para que haja um progresso, a comum sucessão ininterrupta de pensamentos tem de parar. Por isso, a nossa prática preliminar será sossegar a mente e deixar os pensamentos que brotam morrerem de morte natural. Deixamos nossos pensamentos para trás, à medida que a meditação do Décimo Primeiro Passo se torna uma realidade para nós. O equilíbrio emocional é um dos primeiros resultados da meditação, e a nossa experiência confirma isso." (11º Passo de NA)


"O Eu Superior pode usar algum evento, alguma pessoa ou algum livro como seu mensageiro. Pode fazer qualquer circunstância nova agir da mesma forma, mas o indivíduo deve ter a capacidade de reconhecer o que está acontecendo e ter a disposição para receber a mensagem". (Paul Brunton)



Observe Krishnamurti, em conversa com David Bohn, apontando para um "processo", um "caminho de transformação", descrevendo suas etapas até o estado de prontificação e a necessária base emocional para a manifestação da Visão Intuitiva, ou como dizemos no paradigma, a Retomada da Perene Consciência Amorosa Integrativa...


Krishnamurti: Estávamos discutindo o que significa para o cérebro não ter movimento. Quando um ser humano ESTEVE SEGUINDO O CAMINHO DA TRANSFORMAÇÃO, e PASSOU por TUDO isso, e esse SENTIDO DE VAZIO, SILÊNCIO E ENERGIA, ele ABANDONOU QUASE TUDO e CHEGOU AO PONTO, à BASE. Como, então, essa VISÃO INTUITIVA afeta a sua vida diária? Qual é o seu relacionamento com a sociedade? Como ele age em relação à guerra, e ao mundo todo — um mundo em que está realmente vivendo e lutando na escuridão? Qual a sua ação? Eu diria, como concordamos no outro dia, que ele é o não-movimento.

David Bohn: Sim, dissemos que a base era movimento SEM DIVISÃO.

K: Sem divisão. Sim, correto. (Capítulo 8 do livro, A ELIMINAÇÃO DO TEMPO PSICOLÓGICO)


A IMPORTÂNCIA DA RENDIÇÃO DIANTE DA MENTE ADQUIRIDA
Até praticar a rendição, a dimensão espiritual de você é algo sobre o que você lê, de que fala, com que fica entusiasmado, tema para escrita de livros, motivo de pensamento, algo em que acredita... ou não, seja qual for o caso. Não faz diferença. Só quando você se render é que a dimensão espiritual se tornará uma realidade viva na sua vida. Quando o fizer, a energia que você emana e que então governa a sua vida é de uma frequência vibratória muito superior à da energia mental que ainda comanda o nosso mundo. Através da rendição, a energia espiritual entra neste mundo. Não gera sofrimento para você, para os outros seres humanos, nem para qualquer forma de vida no planeta. (Eckhart Tolle em , A Prática do Poder do Agora, pág. 118)


O IMPOPULAR DRAMA OUTSIDER — O encontro direto com a Verdade absoluta parece, então, impossível para uma consciência humana comum, não mística. Não podemos conhecer a realidade ou mesmo provar a existência do mais simples objeto, embora isto seja uma limitação que poucas pessoas compreendem realmente e que muitas até negariam. Mas há entre os seres humanos um tipo de personalidade que, esta sim, compreende essa limitação e que não consegue se contentar com as falsas realidades que nutrem o universo das pessoas comuns. Parece que essas pessoas sentem a necessidade de forjar por si mesmas uma imagem de "alguma coisa" ou do "nada" que se encontra no outro lado de suas linhas telegráficas: uma certa "concepção do ser" e uma certa teoria do "conhecimento". Elas são ATORMENTADAS pelo Incognoscível, queimam de desejo de conhecer o princípio primeiro, almejam agarrar aquilo que se esconde atrás do sombrio espetáculo das coisas. Quando alguém possui esse temperamento, é ávido de conhecer a realidade e deve satisfazer essa fome da melhor forma possível, enganando-a, sem contudo jamais poder saciá-la. — Evelyn Underhill