“Assimila o que puderes, das verdades destas páginas — e cria em tua alma uma atmosfera propícia para compreenderes mais, com o correr dos anos e tua progressiva evolução espiritual, que consiste essencialmente na abolição do egoísmo em todos os seus aspectos, e na proclamação de um amor sincero e universal para com todas as criaturas de Deus”. — Huberto Rohden

Quantos dentre vós estão dispostos a tentar aquilo que digo?

Pergunta: Algumas pessoas têm feito objeções ao vosso ensinamento sobre a vida, dizendo que a vida sempre se expressa em formas e que não podem conceber a vida, puramente, em si mesma. Ora, eu penso que a vida e a forma não estão opostas, pois que a vida não me parece ser nem com a forma nem sem a forma, porém, externa-se mediante o processo de mudar sempre, sempre vir-a-ser, enquanto que a forma, em si mesma, é produzida pela ilusão do estar-parado. Estará isto de acordo com o vosso ponto de vista?

Krishnamurti: Em parte. Para mim não existe separação entre forma e vida, entre espírito e matéria, tudo é um. A forma é a expressão da vida; se a vida não for forte, vital, flexível, enérgica, completa e integralmente livre, vossas formas serão limitações. Assim, deveis vos preocupar com a vida e, depois, as formas cuidarão de si mesmas.

Pergunta: Dizeis que a maneira pela quais ensinais é a mais rápida e mais fácil. Qual a razão porque, aparentemente, tão poucas pessoas na história encontraram esta via mais curta?

Krishnamurti: Quantos dentre vós estão dispostos a tentar aquilo que digo, a efetuar experiências? Muitos poucos. E esta é a razão pela qual existem tão poucas pessoas na história. No fim de tudo, o homem que atinge, encontra a sua meta após haver passado através das coisas ordinárias, não-essenciais de todos os dias, exatamente como todos os outros. Porém, imediatamente após haver atingido, vê ele que todas essas coisas não-essenciais, mesquinhas, são desnecessárias. E, assim, diz ele aos outros: “Não façais estas coisas”. Poucos, porém, o escutam. Muitos poucos contendem com ele nas coisas essenciais.

Pergunta: A crença necessita ser ensinada do exterior até uma certa idade. A que estágios da evolução da humanidade será isso aplicável?

Krishnamurti: Não podeis aplicar isto à humanidade. Nada temos que ver com a humanidade. Não me desentendais, por favor. Temos que ver com o indivíduo, pois que o indivíduo “é” a humanidade. Se o indivíduo necessita ser ensinado do exterior, então a ele compete decidir em que estágio deve ser ensinado e em que estágio o não deve. Não podeis estabelecer lei. Isso depende do indivíduo.

Pergunta: Dizeis que ensinais a verdade absoluta. Acha-se vossa expressão dessa verdade absoluta, de algum modo, necessariamente, limitada pela limitação das palavras?

Krishnamurti: Certamente. Se eu dispusesse de um novo vocabulário, estaria muito bem, porém, isto implicaria meu aprendizado de um vocabulário novo. Assim, usando palavras vulgares, — não palavras técnicas ou filosóficas — e esforçando-me para explicar essas coisas que são inexplicáveis por meio de palavras ordinárias, dá-se, naturalmente, uma limitação. Porém, certamente, a limitação das palavras, não virá a ser a limitação da verdade. Pelo menos para mim. Para mim é isto uma experiência vasta, imensa, que todo o ser humano necessita fazer, na qual necessita viver e ter concentrado o seu ser. É como se fosse o céu inteiro, enquanto que as palavras são meras janelas. Não podeis traduzir o céu inteiro por meio de palavras. Se, porém, passardes para além das palavras, — vede bem, intelectualmente, não mística ou sonhadoramente — então a ilusão das palavras desaparecerá.


Krishnamurti, no Castelo de Eerde, 19 de julho de 1929
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"Quando você compreende, quando chega a saber,
então traz toda a beleza do passado de volta
e dá a esse passado o renascimento, renova-o,
de forma que todos os que o conheceram
possam estar de novo sobre a terra
e viajar por aqui, e ajudar as pessoas." (Tilopa)



"Nos momentos tranqüilos da meditação, a vontade de DEUS pode tornar-se evidente para nós. Acalmar a mente, através da meditação, traz uma paz interior que nos põe em contato com DEUS dentro de nós. Uma premissa básica da meditação, é que é difícil, senão impossível, alcançar um contato consciente, à não ser que a mente esteja sossegada. Para que haja um progresso, a comum sucessão ininterrupta de pensamentos tem de parar. Por isso, a nossa prática preliminar será sossegar a mente e deixar os pensamentos que brotam morrerem de morte natural. Deixamos nossos pensamentos para trás, à medida que a meditação do Décimo Primeiro Passo se torna uma realidade para nós. O equilíbrio emocional é um dos primeiros resultados da meditação, e a nossa experiência confirma isso." (11º Passo de NA)


"O Eu Superior pode usar algum evento, alguma pessoa ou algum livro como seu mensageiro. Pode fazer qualquer circunstância nova agir da mesma forma, mas o indivíduo deve ter a capacidade de reconhecer o que está acontecendo e ter a disposição para receber a mensagem". (Paul Brunton)



Observe Krishnamurti, em conversa com David Bohn, apontando para um "processo", um "caminho de transformação", descrevendo suas etapas até o estado de prontificação e a necessária base emocional para a manifestação da Visão Intuitiva, ou como dizemos no paradigma, a Retomada da Perene Consciência Amorosa Integrativa...


Krishnamurti: Estávamos discutindo o que significa para o cérebro não ter movimento. Quando um ser humano ESTEVE SEGUINDO O CAMINHO DA TRANSFORMAÇÃO, e PASSOU por TUDO isso, e esse SENTIDO DE VAZIO, SILÊNCIO E ENERGIA, ele ABANDONOU QUASE TUDO e CHEGOU AO PONTO, à BASE. Como, então, essa VISÃO INTUITIVA afeta a sua vida diária? Qual é o seu relacionamento com a sociedade? Como ele age em relação à guerra, e ao mundo todo — um mundo em que está realmente vivendo e lutando na escuridão? Qual a sua ação? Eu diria, como concordamos no outro dia, que ele é o não-movimento.

David Bohn: Sim, dissemos que a base era movimento SEM DIVISÃO.

K: Sem divisão. Sim, correto. (Capítulo 8 do livro, A ELIMINAÇÃO DO TEMPO PSICOLÓGICO)


A IMPORTÂNCIA DA RENDIÇÃO DIANTE DA MENTE ADQUIRIDA
Até praticar a rendição, a dimensão espiritual de você é algo sobre o que você lê, de que fala, com que fica entusiasmado, tema para escrita de livros, motivo de pensamento, algo em que acredita... ou não, seja qual for o caso. Não faz diferença. Só quando você se render é que a dimensão espiritual se tornará uma realidade viva na sua vida. Quando o fizer, a energia que você emana e que então governa a sua vida é de uma frequência vibratória muito superior à da energia mental que ainda comanda o nosso mundo. Através da rendição, a energia espiritual entra neste mundo. Não gera sofrimento para você, para os outros seres humanos, nem para qualquer forma de vida no planeta. (Eckhart Tolle em , A Prática do Poder do Agora, pág. 118)


O IMPOPULAR DRAMA OUTSIDER — O encontro direto com a Verdade absoluta parece, então, impossível para uma consciência humana comum, não mística. Não podemos conhecer a realidade ou mesmo provar a existência do mais simples objeto, embora isto seja uma limitação que poucas pessoas compreendem realmente e que muitas até negariam. Mas há entre os seres humanos um tipo de personalidade que, esta sim, compreende essa limitação e que não consegue se contentar com as falsas realidades que nutrem o universo das pessoas comuns. Parece que essas pessoas sentem a necessidade de forjar por si mesmas uma imagem de "alguma coisa" ou do "nada" que se encontra no outro lado de suas linhas telegráficas: uma certa "concepção do ser" e uma certa teoria do "conhecimento". Elas são ATORMENTADAS pelo Incognoscível, queimam de desejo de conhecer o princípio primeiro, almejam agarrar aquilo que se esconde atrás do sombrio espetáculo das coisas. Quando alguém possui esse temperamento, é ávido de conhecer a realidade e deve satisfazer essa fome da melhor forma possível, enganando-a, sem contudo jamais poder saciá-la. — Evelyn Underhill