“Assimila o que puderes, das verdades destas páginas — e cria em tua alma uma atmosfera propícia para compreenderes mais, com o correr dos anos e tua progressiva evolução espiritual, que consiste essencialmente na abolição do egoísmo em todos os seus aspectos, e na proclamação de um amor sincero e universal para com todas as criaturas de Deus”. — Huberto Rohden

Investigai a causa fundamental do medo

Pergunta: Como será possível neutralizar o medo, por exemplo, medo de certos seres humanos dos invisíveis, dos fantasmas, de certos animais e dos temores nervosos?

Krishnamurti: Não vos é possível, expelir o medo somente por estabelecer um elemento oposto a esse medo. Se fordes medrosos, não luteis contra o temor e esforçai-vos por conquistar uma atitude destemida, porém averiguai de porque tendes medo. Pesquisai; buscai; não eviteis esses temores mediante a introdução de uma série de outros temores, porém, examinai-os. A causa fundamental do medo acha-se baseada no egoísmo e deste se desenvolvem as várias formas sutis de temor. Se, porém, a todo o instante estiverdes buscando ser plenamente conscientes de vós mesmos e, portanto, vos libertardes da eu-consciência, o temor cessa. Há, porém, temores nervosos que dependem do corpo. Por consequência, verificai se vos alimentais de maneira apropriada, se tendes exercício adequado, sono suficiente, afrouxamento dos membros (relaxamento) — pois todas essas coisas dependem da mente. Uma mente na qual a todo o instante haja conflito entre o “meu” e o “teu”, entre os opostos, entre aquisição e vacuidade, entre riqueza e pobreza, não pode relaxar-se. Achar-se-á colhida em sua própria imaginação e desse estado, surgem os temores; se, porém, a todo o instante estiverdes vos esforçando por libertar a vossa eu-consciência, isto é, por vos tornardes tão eu-conscientes que nessa chama de eu-consciência chegueis a realizar a plenitude, a completude da Vida, então, os temores desaparecem.

É inútil combater um oposto com outro; era isto que eu queria dizer ontem ao externar que não deveis torcer a vossa vida para adaptá-la a um ideal. Um ideal nada mais é do que um dos opostos. Quantas pessoas vedes ao vosso redor que já estabeleceram ideais, ideais maravilhosos, e torcem sua vida segundo esses ideais, por terem medo do seu próprio egoísmo e pensarem que tendo um ideal chegarão a vencer o egoísmo. Isto é, o ideal, torna-se o oposto. Desse modo, estão famintas de vida, perderam toda a amabilidade no viver, em se adaptar. Por isso é que eu digo, libertai-vos de vossos ideais se realmente vos quiserdes tornar eu-conscientes; então podereis libertar-vos de todas as ideias, opiniões, pensamentos, imaginações, vontade, e daí provém a plenitude de ser, que sempre se está se renovando a si mesmo. Isto é que é felicidade, e não um conjunto de ideais ao qual vos apegais por vos atemorizardes da vossa própria egoencia.


Krishnamurti em, 31 de julho de 1931
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"Quando você compreende, quando chega a saber,
então traz toda a beleza do passado de volta
e dá a esse passado o renascimento, renova-o,
de forma que todos os que o conheceram
possam estar de novo sobre a terra
e viajar por aqui, e ajudar as pessoas." (Tilopa)



"Nos momentos tranqüilos da meditação, a vontade de DEUS pode tornar-se evidente para nós. Acalmar a mente, através da meditação, traz uma paz interior que nos põe em contato com DEUS dentro de nós. Uma premissa básica da meditação, é que é difícil, senão impossível, alcançar um contato consciente, à não ser que a mente esteja sossegada. Para que haja um progresso, a comum sucessão ininterrupta de pensamentos tem de parar. Por isso, a nossa prática preliminar será sossegar a mente e deixar os pensamentos que brotam morrerem de morte natural. Deixamos nossos pensamentos para trás, à medida que a meditação do Décimo Primeiro Passo se torna uma realidade para nós. O equilíbrio emocional é um dos primeiros resultados da meditação, e a nossa experiência confirma isso." (11º Passo de NA)


"O Eu Superior pode usar algum evento, alguma pessoa ou algum livro como seu mensageiro. Pode fazer qualquer circunstância nova agir da mesma forma, mas o indivíduo deve ter a capacidade de reconhecer o que está acontecendo e ter a disposição para receber a mensagem". (Paul Brunton)



Observe Krishnamurti, em conversa com David Bohn, apontando para um "processo", um "caminho de transformação", descrevendo suas etapas até o estado de prontificação e a necessária base emocional para a manifestação da Visão Intuitiva, ou como dizemos no paradigma, a Retomada da Perene Consciência Amorosa Integrativa...


Krishnamurti: Estávamos discutindo o que significa para o cérebro não ter movimento. Quando um ser humano ESTEVE SEGUINDO O CAMINHO DA TRANSFORMAÇÃO, e PASSOU por TUDO isso, e esse SENTIDO DE VAZIO, SILÊNCIO E ENERGIA, ele ABANDONOU QUASE TUDO e CHEGOU AO PONTO, à BASE. Como, então, essa VISÃO INTUITIVA afeta a sua vida diária? Qual é o seu relacionamento com a sociedade? Como ele age em relação à guerra, e ao mundo todo — um mundo em que está realmente vivendo e lutando na escuridão? Qual a sua ação? Eu diria, como concordamos no outro dia, que ele é o não-movimento.

David Bohn: Sim, dissemos que a base era movimento SEM DIVISÃO.

K: Sem divisão. Sim, correto. (Capítulo 8 do livro, A ELIMINAÇÃO DO TEMPO PSICOLÓGICO)


A IMPORTÂNCIA DA RENDIÇÃO DIANTE DA MENTE ADQUIRIDA
Até praticar a rendição, a dimensão espiritual de você é algo sobre o que você lê, de que fala, com que fica entusiasmado, tema para escrita de livros, motivo de pensamento, algo em que acredita... ou não, seja qual for o caso. Não faz diferença. Só quando você se render é que a dimensão espiritual se tornará uma realidade viva na sua vida. Quando o fizer, a energia que você emana e que então governa a sua vida é de uma frequência vibratória muito superior à da energia mental que ainda comanda o nosso mundo. Através da rendição, a energia espiritual entra neste mundo. Não gera sofrimento para você, para os outros seres humanos, nem para qualquer forma de vida no planeta. (Eckhart Tolle em , A Prática do Poder do Agora, pág. 118)


O IMPOPULAR DRAMA OUTSIDER — O encontro direto com a Verdade absoluta parece, então, impossível para uma consciência humana comum, não mística. Não podemos conhecer a realidade ou mesmo provar a existência do mais simples objeto, embora isto seja uma limitação que poucas pessoas compreendem realmente e que muitas até negariam. Mas há entre os seres humanos um tipo de personalidade que, esta sim, compreende essa limitação e que não consegue se contentar com as falsas realidades que nutrem o universo das pessoas comuns. Parece que essas pessoas sentem a necessidade de forjar por si mesmas uma imagem de "alguma coisa" ou do "nada" que se encontra no outro lado de suas linhas telegráficas: uma certa "concepção do ser" e uma certa teoria do "conhecimento". Elas são ATORMENTADAS pelo Incognoscível, queimam de desejo de conhecer o princípio primeiro, almejam agarrar aquilo que se esconde atrás do sombrio espetáculo das coisas. Quando alguém possui esse temperamento, é ávido de conhecer a realidade e deve satisfazer essa fome da melhor forma possível, enganando-a, sem contudo jamais poder saciá-la. — Evelyn Underhill