“Assimila o que puderes, das verdades destas páginas — e cria em tua alma uma atmosfera propícia para compreenderes mais, com o correr dos anos e tua progressiva evolução espiritual, que consiste essencialmente na abolição do egoísmo em todos os seus aspectos, e na proclamação de um amor sincero e universal para com todas as criaturas de Deus”. — Huberto Rohden

Somos “amansados” entes humanos

Somos “amansados” entes humanos

Talvez possamos, nesta manhã, investigar juntos uma coisa que o homem vem buscando há séculos e séculos e que, evidentemente, mui poucos conseguiram encontrar. Por causa de sua agitação e sofrer, de sua passageira felicidade, de sua confusão, criou o homem inumeráveis dogmas e crenças relativos àquela coisa, a que deu diferentes nomes no Ocidente e no Oriente. Chamai-a "Deus", "Realidade", o que quiserdes, cada um de nós está em busca dessa coisa; e, para que possamos explorar e descobrir, por nós mesmos, se existe ou não existe algo, além das coisas criadas pela mente, necessitaremos de uma certa eficiência — a eficiência que nasce do próprio movimento de exploração. Não se trata de, primeiro, nos tornarmos eficientes, para depois explorarmos; mas, no próprio mecanismo de explorar, de descobrir, de penetrar, aparece a eficiência, a destreza, a lucidez necessária para olharmos. Mas, para explorar e investigar necessita-se, obviamente, de profundo ceticismo, de um certo elemento de dúvida. Deve haver dúvida, não só quanto às religiões organizadas, mas também em relação a tudo quanto, neste movimento exploratório, descobrimos dentro em nós mesmos. Nada se deve aceitar. Não se deve aceitar o que a sociedade e as religiões organizadas impuseram à mente, nem tampouco as reações que se verificam quando se está a explorar — as reações que temos, porque desejamos algo que seja permanente, estável, certo. Se, em virtude de vossa ânsia de segurança, de permanência, tendes certas experiências e com estas experiências vos satisfazeis, vos contentais, nesse caso, permanecereis, inevitavelmente, num estado de estagnação. Mas se, desde o começo, se mantém uma atitude de indagação, de dúvida, de ceticismo, perante tudo o que vemos, tudo o que sentimos, então, esse mesmo ceticismo produz uma eficiência na observação, eficiência absolutamente necessária à mente que deseja explorar ou investigar algo que não há possibilidade de conceber ou formular.

Sustentam as religiões organizadas do mundo inteiro que algo existe, não produzido pelo homem, algo que não é puramente mecânico, a que elas conferiram vários atributos. Há séculos, essas religiões organizadas, com sua incessante propaganda, vêm impondo à mente certos conceitos, e cada um de nós, consciente ou inconscientemente, está condicionado por esta persistente e sutil propaganda. Para nos desembaraçarmos de todo esse condicionamento, necessitamos de enorme soma de energia; e para explorardes, investigardes em vós mesmo, necessitais, afianço-vos, de extraordinária capacidade de dúvida — dúvida acerca de tudo quanto descobris.

As religiões organizadas tiveram, a princípio, provavelmente, certa utilidade no tornarem o homem um pouco mais civilizado; mas hoje elas já nada significam, porquanto o homem perdeu de todo a noção de civilidade. Está disposto a matar milhares de seus semelhantes e a apagar do mapa, em obra de um momento, uma cidade inteira. Assim, vós e eu temos de averiguar, por nós mesmos (e acho que esta deve ser a intenção das pessoas mais inteligentes e mesmo mais intelectuais) se alguma coisa existe além das criações da mente. Averiguá-lo, e não, aceitar ou simplesmente ter conhecimento do que a tal respeito têm dito as várias religiões; e, também, averiguar é diferente do desejo de experimentar essa coisa. No momento em que desejais experimentá-la, deixais de duvidar, já não tendes ceticismo, e vos tornais então escravo de vossas experiências.

Observai, por favor, vosso próprio movimento exploratório, ao mesmo tempo que este orador vai falando. Não vos satisfaçais com suas palavras, suas explicações, porque, assim, ele estará fazendo a exploração sozinho, e estareis apenas a ouvir palavras muito pouco significativas. Mas se, ao mesmo tempo que estais escutando, estais também tomando parte na exploração, descobrireis em vós mesmo a eficiência de uma mente vigilante, perspicaz, lúcida, incisiva, e então já não haverá questão de aceitar qualquer autoridade que seja.

Mas, como sabeis, somos criados na base da autoridade. Toda a nossa vida está baseada na autoridade do passado — a autoridade do que ensinaram vários instrutores religiosos, e a autoridade dos sacerdotes, que têm "direitos adquiridos" tanto no instrutor como no ensino. Fomos criados, condicionados, moldados pela autoridade religiosa, e o pôr em dúvida essa autoridade apenas exteriormente, é de muito pouco valor. Mesmo no mundo comunista, onde a religião organizada era antes tabu, os sacerdotes já têm permissão para funcionar, porque, politicamente, a religião organizada, em todas as partes do mundo, se tornou mais ou menos inofensiva. Qualquer um pode praticar a crença religiosa que lhe convém e, enquanto não constituir ameaça aos poderes constituídos, deixá-lo-ão fazer o que quiser em matéria de religião. Só quando o indivíduo se recusa a ser nacionalista, quando se recusa a ir para a guerra, a matar em nome da pátria, etc., só então se torna perigoso. No mundo ocidental, a religião organizada nunca se opôs fortemente ao nacionalismo, ao morticínio da guerra; pelo contrário, sempre o encorajou. Assim, somos atualmente entes humanos "amansados", condicionados pelo medo, pela autoridade da igreja, do templo, do sacerdote, e a religião se tornou uma coisa morta com que costumamos entreter-nos aos domingos. A ela recorremos quando nos vemos em profunda aflição e desejamos conforto, consolação. Mas religião — a verdadeira religião — não dá consolo. Não é uma coisa "mansa", que a gente pode levar consigo a toda parte. Ela é severa, impiedosa, demolidora. É o que vamos agora explorar, investigar.

Para explorar, não deveis olhar aquilo que vedes do ponto de vista de algum indivíduo ou filosofia em particular. Para investigar, descobrir, tendes de livrar-vos completamente do passado. Para investigar, necessita-se de virtude, e não de costume. A moralidade se tornou costume, hábito, coisa superficial, condicionada pela estrutura psicológica da sociedade a qual é o que quase todos nós somos. Vivemos segundo as normas habituais, segundo a costumeira moralidade; e a virtude a que me refiro é coisa totalmente diferente.

A ação da virtude não é ação ditada por autoridade; mas, no mesmo mecanismo de compreender a autoridade — compreendê-la inteligente, eficiente, clara e profundamente — nasce a virtude. Assim como não se pode cultivar o amor, não se pode cultivar a virtude; mas, se se compreender o formidável significado, as profundezas, a brutalidade da autoridade, dessa compreensão resulta a beleza da virtude.

No começo, o homem indagava, buscava, tateava, mas essa investigação, essa busca inicial, se tornou tradicional; é coisa pertencente ao passado, agora tornada costume. O prosseguimento da tradição, da autoridade do passado, criou os valores que a sociedade impôs a mente, e com os quais formamos o nosso caráter. Este caráter se torna o fundo de autoridade, de onde vemos, observamos e experimentamos. Assim, se desejamos verdadeiramente investigar, explorar, necessitamos de libertar-nos desse fundo de autoridade.

Prestai atenção, por favor. Se, juntos, pudermos explorar seriamente esta questão, então, talvez, quando sairdes daqui e voltardes a vossos lares, estareis habilitados a enfrentar vossos numerosos problemas e aflições com uma mente diferente, um coração diferente, um diferente sentimento, em todos os sentidos. Afinal é isto o que aqui estamos tentando: produzir uma completa revolução, uma mutação na consciência. E isso é importantíssimo, porquanto a mera mudança é degeneração. Mudança implica, apenas, modificação do que foi. Não é revolução. E nós estamos falando sobre revolução, a mutação total de nossa maneira de pensar, de sentir, de ser. Tal mutação não pode, de modo nenhum, efetuar-se, se permanecermos meramente no nível verbal ou intelectual. Eis porque, se tendes sério interesse em tudo isso, deveis explorar, penetrar até as profundezas de vosso ser. Com esta exploração, descobrireis por vós mesmo se existe ou não existe algo que excede todos os padrões humanos.

A autoridade psicológica, na forma de memória, como fundo que guia o indivíduo, molda o seu pensamento e controla a sua ação, deve ser compreendida em toda a sua inteireza. Com essa compreensão nasce a verdadeira virtude. A virtude é espontânea; não é aquela coisa artificial que levantastes como muralha de resistência e que tem a utilidade de conservar-vos fechados e bem protegidos em vossa atividade egocêntrica. Exploração supõe eficiência na observação, e para terdes essa eficiência deveis estar livre de toda autoridade — psicologicamente, e não legalmente entendido. Percebeis a diferença? Se desobedecerdes à autoridade da Lei, à autoridade do policial que vigia a rua, sereis detido e posto na cadeia. Não é disso que estamos falando, Referimo-nos à liberdade em que se está livre da autoridade psicológica — autoridade que criastes por meio do conhecimento; da memória, das experiências que tivestes. Enquanto estiverdes na dependência de qualquer autoridade psicológica, ou de qualquer crença que vos dá conforto, vossa mente não será ágil nem suficientemente sutil para a verdadeira exploração. A mente que está explorando, indagando, investigando, não permanece num ponto fixo, não se firma numa posição, para dela tentar explorar. Está em movimento constante, e esse próprio movimento é exploração.

Assim, quando começais a explorar, não estais explorando algo existente fora de vós mesmo. Estais explorando todo o mecanismo de vossa própria consciência, porque é esta a base de vosso pensar e de vosso sentir. Deveis começar por examinar o próprio instrumento com que ides explorar. Compreendeis? Espero estar-me explicando claramente.

Afinal, nós possuímos um único instrumento — a mente, a sede do pensamento. E se a mente, com suas reações, não for devidamente questionada, explorada e compreendida, ficaremos sem nenhum meio de investigação.

Tende a bondade de acompanhar-me muito atentamente, pois isto vai-se tornar um pouco difícil. Quando a mente começa a olhar suas próprias reações, motivos, exigências, impulsos, e as experiências conservadas como memória, apresenta-se uma separação entre o "pensador" e a "coisa observada", não é verdade? É o que de fato acontece. Ora, enquanto subsistir esta divisão entre o "observador" e a "coisa observada", criadora de conflito, não pode haver eficiência na observação e, por conseguinte, não pode haver verdadeira exploração. E requer-se penetrante percebimento, uma certa tensão na observação, para que não surja essa separação entre "observador" e "coisa observada". Essa separação só gera conflito; mas a eficiência na observação não nasce de conflito. Nasce de vossa atenção integral — o que significa que "observador" e "coisa observada" são um só todo, e não coisas separadas. No observardes a vós mesmo, notareis que o instrumento do pensamento, do sentimento, se acha turvado pela vasta experiência de séculos, a qual, como o conhecimento instintivo, se tornou a autoridade que vos diz o que deveis fazer e o que não deveis fazer, e projeta no futuro certos quadros, certas imagens baseadas nas reações condicionadas do passado. Mas é necessário estarmos livres de todo esse fundo (background) para podermos descobrir se há, ou não há, algo além dos padrões humanos.

Quando começardes a investigar em vós mesmo, descobrireis que vossa mente está dividida em "consciente" e "inconsciente"; e, para se compreender a correta exploração, deve a consciência constituir um todo harmônico, e não duas coisas separadas. Para se ter esse todo harmônico, não se deve "integrar" ou juntar artificialmente as duas coisas separadas. Essa harmonia, essa unidade só pode existir quando há compreensão do mecanismo da consciência, quer dizer, quando a mente é capaz de observar a si própria negativamente, e não positivamente; isto é, quando a mente pode olhar suas próprias reações, sem guiar, moldar, ou de outra maneira alterar o que está vendo. Por outras palavras, a mente deve estar apercebida de si própria, sem escolha. Vereis, então, como vossa mente se tornará sobremodo quieta, tranquila; e, nessa tranquilidade, pode observar muito mais profundamente seus próprios pensamentos.

Se desejais olhar realmente para uma coisa — um rio, uma montanha, uma árvore — vossa mente deve estar firme, tranquila, não perturbada. De modo idêntico, para explorar toda a extensão da consciência, a mente deve estar toda tranquila — mas não disciplinada para a tranquilidade. A mente aquietada a poder de disciplina é mente superficial, mente morta, e há de degenerar, inevitavelmente. Mas, quando a mente explora e compreende todas as suas reações, quando está apercebida de cada movimento de pensamento e de sentimento, desse percebimento nasce uma tranquilidade espontânea, uma extraordinária sensibilidade que é sua própria disciplina.

Em maioria, submetemo-nos a disciplinamento. A opinião da sociedade, do vizinho, dos jornais, livros e revistas que lemos — tudo isso influencia e molda o nosso pensamento e sentimento, nosso comportamento. Em reação, disciplinamo-nos para ajustar-nos a certa ideia ou ideal, ou àquilo que foi sancionado pelo instrutor, pelo Salvador, pelo Mestre. Toda disciplina dessa espécie é mero ajustamento, repressão, e não traz liberdade. Mas, quando a mente está totalmente apercebida de todos os movimentos de seu próprio pensar e sentir, desse simples e profundo percebimento nasce uma disciplina que nunca ajusta. Essa disciplina é eficiência na observação. Tal eficiência de modo nenhum será alcançada, se houver dependência de qualquer espécie de autoridade — a autoridade do herói, do exemplo, do sacerdote, ou a autoridade daquilo que já sabeis — porquanto a autoridade vos molda e condiciona a mente e, por conseguinte, limita-vos a investigação, a sutileza, a eficiência na observação.

Vereis que só quando a mente se acha completamente tranquila, vazia, é possível perceber plenamente qualquer coisa. Tendes necessidade de espaço, de vazio, para poderdes observar. Não posso observar-vos, se não houver espaço entre nós. De modo idêntico, a mente que está paralisada pelo sofrimento, carregada de problemas, a mente que está toda cheia de suas próprias vaidades, suas frustrações, sua ânsia de preenchimento, a mente que se prendeu ao nacionalismo e demais futilidades da vida — essa mente não está vazia, não dispõe de espaço e, por conseguinte, é totalmente incapaz de observar. Quando essa mente diz: "Preciso explorar, a fim de descobrir se algo existe além da mente" — isso que diz é sem significação. A mente deve, em primeiro lugar, explorar a si própria.

Quando a mente está totalmente tranquila, vazia e isso requer extraordinário percebimento, atenção sem esforço — verifica-se, como já disse, o começo da meditação. Ela pode então ver, observar, escutar, a fim de descobrir diretamente, por si própria, se algo existe além dos padrões concebidos pelo homem para descobrir a realidade. Para este orador, existe uma Realidade, além das coisas que o homem construiu. Mas este orador não é autoridade para ninguém. Cabe a cada um averiguar por si próprio. O indivíduo deve achar-se num estado de tremenda revolução e, em virtude desta mutação, há ação. No próprio mecanismo de vos descobrirdes, de descobrirdes todo o conteúdo da consciência, nesse próprio mecanismo há ação; e a mente é então "explosiva", em sua ação. Influi, então, inevitavelmente, na sociedade; mas não lhe preocupa o exercer ou não exercer tal influência.

Em geral, desejamos mudar, reformar a sociedade; mas toda reforma torna necessária nova reforma, e toda mudança produz desintegração, visto que é a negação da mutação completa. Refiro-me à revolução psicológica, pois com esta revolução há ação total, não ação parcial procedente de diferentes níveis de nossa consciência. Só a ação total, a ação procedente da totalidade de nosso ser, tem extraordinário efeito no mundo.

Assim, a mente que está em busca da Realidade deve achar-se num estado de constante observação — e isso significa ausência de acumulações e ausência de autoridade. Deve ela também achar-se num estado de inquirição, de dúvida. Cumpre haver um são ceticismo em relação a tudo o que considera importante ou sem importância; é preciso que a mente se despoje de todos os seus confortantes sustentáculos e esteja completamente só. Só então a mente é inocente, só então pode descobrir se há ou não há a Realidade.

Krishnamurti, Saanen, 28 de julho de 1963,
Experimente um novo caminho

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"Quando você compreende, quando chega a saber,
então traz toda a beleza do passado de volta
e dá a esse passado o renascimento, renova-o,
de forma que todos os que o conheceram
possam estar de novo sobre a terra
e viajar por aqui, e ajudar as pessoas." (Tilopa)



"Nos momentos tranqüilos da meditação, a vontade de DEUS pode tornar-se evidente para nós. Acalmar a mente, através da meditação, traz uma paz interior que nos põe em contato com DEUS dentro de nós. Uma premissa básica da meditação, é que é difícil, senão impossível, alcançar um contato consciente, à não ser que a mente esteja sossegada. Para que haja um progresso, a comum sucessão ininterrupta de pensamentos tem de parar. Por isso, a nossa prática preliminar será sossegar a mente e deixar os pensamentos que brotam morrerem de morte natural. Deixamos nossos pensamentos para trás, à medida que a meditação do Décimo Primeiro Passo se torna uma realidade para nós. O equilíbrio emocional é um dos primeiros resultados da meditação, e a nossa experiência confirma isso." (11º Passo de NA)


"O Eu Superior pode usar algum evento, alguma pessoa ou algum livro como seu mensageiro. Pode fazer qualquer circunstância nova agir da mesma forma, mas o indivíduo deve ter a capacidade de reconhecer o que está acontecendo e ter a disposição para receber a mensagem". (Paul Brunton)



Observe Krishnamurti, em conversa com David Bohn, apontando para um "processo", um "caminho de transformação", descrevendo suas etapas até o estado de prontificação e a necessária base emocional para a manifestação da Visão Intuitiva, ou como dizemos no paradigma, a Retomada da Perene Consciência Amorosa Integrativa...


Krishnamurti: Estávamos discutindo o que significa para o cérebro não ter movimento. Quando um ser humano ESTEVE SEGUINDO O CAMINHO DA TRANSFORMAÇÃO, e PASSOU por TUDO isso, e esse SENTIDO DE VAZIO, SILÊNCIO E ENERGIA, ele ABANDONOU QUASE TUDO e CHEGOU AO PONTO, à BASE. Como, então, essa VISÃO INTUITIVA afeta a sua vida diária? Qual é o seu relacionamento com a sociedade? Como ele age em relação à guerra, e ao mundo todo — um mundo em que está realmente vivendo e lutando na escuridão? Qual a sua ação? Eu diria, como concordamos no outro dia, que ele é o não-movimento.

David Bohn: Sim, dissemos que a base era movimento SEM DIVISÃO.

K: Sem divisão. Sim, correto. (Capítulo 8 do livro, A ELIMINAÇÃO DO TEMPO PSICOLÓGICO)


A IMPORTÂNCIA DA RENDIÇÃO DIANTE DA MENTE ADQUIRIDA
Até praticar a rendição, a dimensão espiritual de você é algo sobre o que você lê, de que fala, com que fica entusiasmado, tema para escrita de livros, motivo de pensamento, algo em que acredita... ou não, seja qual for o caso. Não faz diferença. Só quando você se render é que a dimensão espiritual se tornará uma realidade viva na sua vida. Quando o fizer, a energia que você emana e que então governa a sua vida é de uma frequência vibratória muito superior à da energia mental que ainda comanda o nosso mundo. Através da rendição, a energia espiritual entra neste mundo. Não gera sofrimento para você, para os outros seres humanos, nem para qualquer forma de vida no planeta. (Eckhart Tolle em , A Prática do Poder do Agora, pág. 118)


O IMPOPULAR DRAMA OUTSIDER — O encontro direto com a Verdade absoluta parece, então, impossível para uma consciência humana comum, não mística. Não podemos conhecer a realidade ou mesmo provar a existência do mais simples objeto, embora isto seja uma limitação que poucas pessoas compreendem realmente e que muitas até negariam. Mas há entre os seres humanos um tipo de personalidade que, esta sim, compreende essa limitação e que não consegue se contentar com as falsas realidades que nutrem o universo das pessoas comuns. Parece que essas pessoas sentem a necessidade de forjar por si mesmas uma imagem de "alguma coisa" ou do "nada" que se encontra no outro lado de suas linhas telegráficas: uma certa "concepção do ser" e uma certa teoria do "conhecimento". Elas são ATORMENTADAS pelo Incognoscível, queimam de desejo de conhecer o princípio primeiro, almejam agarrar aquilo que se esconde atrás do sombrio espetáculo das coisas. Quando alguém possui esse temperamento, é ávido de conhecer a realidade e deve satisfazer essa fome da melhor forma possível, enganando-a, sem contudo jamais poder saciá-la. — Evelyn Underhill