“Assimila o que puderes, das verdades destas páginas — e cria em tua alma uma atmosfera propícia para compreenderes mais, com o correr dos anos e tua progressiva evolução espiritual, que consiste essencialmente na abolição do egoísmo em todos os seus aspectos, e na proclamação de um amor sincero e universal para com todas as criaturas de Deus”. — Huberto Rohden

A sociedade torna o cérebro insensível

A sociedade torna o cérebro insensível

[...]PERGUNTA: O cérebro é coisa morta; e como pode tornar-se vivo?

KRISHNAMURTI: O cérebro é coisa morta? Ora, ele só está morto quando paralisado, quando os nervos já nenhuma sensibilidade têm. Mas, com a maioria de nós acontece que o cérebro se torna embotado, por efeito do conflito, da dor, do sofrimento, das inúmeras defesas e sanções de que vivemos cercados. Ele se torna embotado por causa do medo, dos preceitos e tabus da sociedade. Se vos especializastes numa única direção, como médico, cientista, engenheiro, o que quer que seja, uma parte de vosso cérebro pode ser muito brilhante, mas o resto, obviamente, se embota. Sabendo tudo isso, observando tudo isso, e sondando o mecanismo total do pensar, vereis que o cérebro não é inerte; portanto, temos de quebrar-lhe a inércia, e não, simplesmente, aceitá-la.

INTERROGANTE: Formulei mal a pergunta. O que eu queria perguntar era isto: Como pode uma coisa mecânica como o cérebro se tornar parte dessa totalidade chamada "a mente"?

KRISHNAMURTI: Senhor, quando dizemos que o cérebro é mecânico, dizemo-lo a sério? Penso que não. Se um homem perde o emprego, ou se sua mulher se passa para outro homem, ele não diz "meu cérebro é mecânico". Torna-se presa da ansiedade, do ciúme. Estais vendo, pois, como são equívocas as palavras? Dizeis que o cérebro é mecânico, e não pensais mais nisso. Não investigais, para ver se ele é realmente mecânico. Se o cérebro fosse coisa mecânica, como um computador, não teria problemas. Uma máquina não tem problemas; mas o homem que maneja a máquina tem problemas. Estais vendo quanto é fácil cairmos na armadilha de uma palavra e nela ficarmos aprisionados?

Como vimos há dias, biológica e psicologicamente, o cérebro é um instrumento que se pode tornar altamente penetrante, extremamente sensível. Mas a sociedade — e com esta palavra me refiro às nossas relações no emprego, na família, à total estrutura psicológica da sociedade — não irá torná-lo sensível. Pelo contrário, só quando, pela observação e a compreensão do mecanismo do pensamento, se compreende por inteiro essa estrutura psicológica da sociedade, de que fazemos parte — é só então que o cérebro se torna penetrante, vivo, ágil, alertado

Krishnamurti, Saanen, 14 de julho de 1963,
Experimente um novo caminho


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
"Quando você compreende, quando chega a saber,
então traz toda a beleza do passado de volta
e dá a esse passado o renascimento, renova-o,
de forma que todos os que o conheceram
possam estar de novo sobre a terra
e viajar por aqui, e ajudar as pessoas." (Tilopa)



"Nos momentos tranqüilos da meditação, a vontade de DEUS pode tornar-se evidente para nós. Acalmar a mente, através da meditação, traz uma paz interior que nos põe em contato com DEUS dentro de nós. Uma premissa básica da meditação, é que é difícil, senão impossível, alcançar um contato consciente, à não ser que a mente esteja sossegada. Para que haja um progresso, a comum sucessão ininterrupta de pensamentos tem de parar. Por isso, a nossa prática preliminar será sossegar a mente e deixar os pensamentos que brotam morrerem de morte natural. Deixamos nossos pensamentos para trás, à medida que a meditação do Décimo Primeiro Passo se torna uma realidade para nós. O equilíbrio emocional é um dos primeiros resultados da meditação, e a nossa experiência confirma isso." (11º Passo de NA)


"O Eu Superior pode usar algum evento, alguma pessoa ou algum livro como seu mensageiro. Pode fazer qualquer circunstância nova agir da mesma forma, mas o indivíduo deve ter a capacidade de reconhecer o que está acontecendo e ter a disposição para receber a mensagem". (Paul Brunton)



Observe Krishnamurti, em conversa com David Bohn, apontando para um "processo", um "caminho de transformação", descrevendo suas etapas até o estado de prontificação e a necessária base emocional para a manifestação da Visão Intuitiva, ou como dizemos no paradigma, a Retomada da Perene Consciência Amorosa Integrativa...


Krishnamurti: Estávamos discutindo o que significa para o cérebro não ter movimento. Quando um ser humano ESTEVE SEGUINDO O CAMINHO DA TRANSFORMAÇÃO, e PASSOU por TUDO isso, e esse SENTIDO DE VAZIO, SILÊNCIO E ENERGIA, ele ABANDONOU QUASE TUDO e CHEGOU AO PONTO, à BASE. Como, então, essa VISÃO INTUITIVA afeta a sua vida diária? Qual é o seu relacionamento com a sociedade? Como ele age em relação à guerra, e ao mundo todo — um mundo em que está realmente vivendo e lutando na escuridão? Qual a sua ação? Eu diria, como concordamos no outro dia, que ele é o não-movimento.

David Bohn: Sim, dissemos que a base era movimento SEM DIVISÃO.

K: Sem divisão. Sim, correto. (Capítulo 8 do livro, A ELIMINAÇÃO DO TEMPO PSICOLÓGICO)


A IMPORTÂNCIA DA RENDIÇÃO DIANTE DA MENTE ADQUIRIDA
Até praticar a rendição, a dimensão espiritual de você é algo sobre o que você lê, de que fala, com que fica entusiasmado, tema para escrita de livros, motivo de pensamento, algo em que acredita... ou não, seja qual for o caso. Não faz diferença. Só quando você se render é que a dimensão espiritual se tornará uma realidade viva na sua vida. Quando o fizer, a energia que você emana e que então governa a sua vida é de uma frequência vibratória muito superior à da energia mental que ainda comanda o nosso mundo. Através da rendição, a energia espiritual entra neste mundo. Não gera sofrimento para você, para os outros seres humanos, nem para qualquer forma de vida no planeta. (Eckhart Tolle em , A Prática do Poder do Agora, pág. 118)


O IMPOPULAR DRAMA OUTSIDER — O encontro direto com a Verdade absoluta parece, então, impossível para uma consciência humana comum, não mística. Não podemos conhecer a realidade ou mesmo provar a existência do mais simples objeto, embora isto seja uma limitação que poucas pessoas compreendem realmente e que muitas até negariam. Mas há entre os seres humanos um tipo de personalidade que, esta sim, compreende essa limitação e que não consegue se contentar com as falsas realidades que nutrem o universo das pessoas comuns. Parece que essas pessoas sentem a necessidade de forjar por si mesmas uma imagem de "alguma coisa" ou do "nada" que se encontra no outro lado de suas linhas telegráficas: uma certa "concepção do ser" e uma certa teoria do "conhecimento". Elas são ATORMENTADAS pelo Incognoscível, queimam de desejo de conhecer o princípio primeiro, almejam agarrar aquilo que se esconde atrás do sombrio espetáculo das coisas. Quando alguém possui esse temperamento, é ávido de conhecer a realidade e deve satisfazer essa fome da melhor forma possível, enganando-a, sem contudo jamais poder saciá-la. — Evelyn Underhill