“Não se pode falar do oceano para um sapo do brejo — criatura de uma esfera mais acanhada. Não se pode falar de um estado isento de pensamento para um pedagogo; sua visão é demasiado restrita”. — Chuang Tzu

Por que fazeis do casamento um embaraço?

Pergunta: Qual o exato significado de “viver no eterno?” É isto passível de realização por parte de alguém que esteja vivendo uma vida de família, a qual vem a ser uma limitação ao mesmo tempo que um cativeiro? Se é possível dizei quais as características externamente aparentes numa pessoa assim, mediante as quais ela se faça notar em sua vida diária?

Krishnamurti: Quereis que eu produza um padrão. Não vos deixeis colher pela ilusão das palavras. Procurai averiguar a significação da ideia que está para além das palavras. A exata significação do viver no eterno não pode ser expressa em palavras. A verdade é um assunto puramente individual; não pode ser traduzido por mim ou por quem quer que seja. Precisais de entende-la em vossa própria uniquidade. Fiz uso desta frase afim de exprimir o significado do viver no agora, no presente com o futuro à vista. A vida como tal, a vida vastíssima, essa não tem futuro. Porém, a vida individual, enclausurada, aprisionada, tem seu futuro na libertação, que é eterna, pois que então se achará unida com a vida que não tem limites. Se estiverdes vivendo nesse futuro pelo contínuo ajuste, por um processo constante de equilíbrio, estareis vivendo no eterno.

Que tem o casamento ou o não casamento que ver com isto? Fazeis do casamento um embaraço, em vez de um auxílio; tende-lo como um cativeiro. No fim de tudo ele é um processo de assimilação de experiência, não um cativeiro que vos force. Sei que, na maioria dos casos, ele vos aprisiona, porque não sabeis como utilizar, como assimilar a experiência dele. Vós o tendes com um cativeiro, como algo terrível, tirânico, não digno do homem, porque não vos apercebeis de que vossas esposas e filhos são companheiros vossos na assimilação das experiências em vista do processo de crescimento. Tratai a todos que vos rodeiam como amigos, por intermédio de quem e com quem cresceis. O casamento não é um cativeiro. Nada do que vos proporcione experiência, nada que vos amplie, que continuamente vos capacite a vos ajustardes a vós mesmos, que vos proporcione força, é cativeiro. Se, porém, meramente atuardes em face do medo da moral estabelecida, então se vos tornará em cativeiro.   


Jiddu Krishnamurti em 1 de janeiro de 1930                    
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"Quando você compreende, quando chega a saber,
então traz toda a beleza do passado de volta
e dá a esse passado o renascimento, renova-o,
de forma que todos os que o conheceram
possam estar de novo sobre a terra
e viajar por aqui, e ajudar as pessoas." (Tilopa)



"Nos momentos tranqüilos da meditação, a vontade de DEUS pode tornar-se evidente para nós. Acalmar a mente, através da meditação, traz uma paz interior que nos põe em contato com DEUS dentro de nós. Uma premissa básica da meditação, é que é difícil, senão impossível, alcançar um contato consciente, à não ser que a mente esteja sossegada. Para que haja um progresso, a comum sucessão ininterrupta de pensamentos tem de parar. Por isso, a nossa prática preliminar será sossegar a mente e deixar os pensamentos que brotam morrerem de morte natural. Deixamos nossos pensamentos para trás, à medida que a meditação do Décimo Primeiro Passo se torna uma realidade para nós. O equilíbrio emocional é um dos primeiros resultados da meditação, e a nossa experiência confirma isso." (11º Passo de NA)


"O Eu Superior pode usar algum evento, alguma pessoa ou algum livro como seu mensageiro. Pode fazer qualquer circunstância nova agir da mesma forma, mas o indivíduo deve ter a capacidade de reconhecer o que está acontecendo e ter a disposição para receber a mensagem". (Paul Brunton)



Observe Krishnamurti, em conversa com David Bohn, apontando para um "processo", um "caminho de transformação", descrevendo suas etapas até o estado de prontificação e a necessária base emocional para a manifestação da Visão Intuitiva, ou como dizemos no paradigma, a Retomada da Perene Consciência Amorosa Integrativa...


Krishnamurti: Estávamos discutindo o que significa para o cérebro não ter movimento. Quando um ser humano ESTEVE SEGUINDO O CAMINHO DA TRANSFORMAÇÃO, e PASSOU por TUDO isso, e esse SENTIDO DE VAZIO, SILÊNCIO E ENERGIA, ele ABANDONOU QUASE TUDO e CHEGOU AO PONTO, à BASE. Como, então, essa VISÃO INTUITIVA afeta a sua vida diária? Qual é o seu relacionamento com a sociedade? Como ele age em relação à guerra, e ao mundo todo — um mundo em que está realmente vivendo e lutando na escuridão? Qual a sua ação? Eu diria, como concordamos no outro dia, que ele é o não-movimento.

David Bohn: Sim, dissemos que a base era movimento SEM DIVISÃO.

K: Sem divisão. Sim, correto. (Capítulo 8 do livro, A ELIMINAÇÃO DO TEMPO PSICOLÓGICO)


A IMPORTÂNCIA DA RENDIÇÃO DIANTE DA MENTE ADQUIRIDA
Até praticar a rendição, a dimensão espiritual de você é algo sobre o que você lê, de que fala, com que fica entusiasmado, tema para escrita de livros, motivo de pensamento, algo em que acredita... ou não, seja qual for o caso. Não faz diferença. Só quando você se render é que a dimensão espiritual se tornará uma realidade viva na sua vida. Quando o fizer, a energia que você emana e que então governa a sua vida é de uma frequência vibratória muito superior à da energia mental que ainda comanda o nosso mundo. Através da rendição, a energia espiritual entra neste mundo. Não gera sofrimento para você, para os outros seres humanos, nem para qualquer forma de vida no planeta. (Eckhart Tolle em , A Prática do Poder do Agora, pág. 118)