“Assimila o que puderes, das verdades destas páginas — e cria em tua alma uma atmosfera propícia para compreenderes mais, com o correr dos anos e tua progressiva evolução espiritual, que consiste essencialmente na abolição do egoísmo em todos os seus aspectos, e na proclamação de um amor sincero e universal para com todas as criaturas de Deus”. — Huberto Rohden

Sobre a tristeza ocasionada pela morte


Pergunta: Para todos nós, presentemente, o amor significa o amor a um outro indivíduo. A ideia da morte é angustiante porque significa separação em relação ao indivíduo ou indivíduos a quem se ama. Assim, pois, voltamo-nos para a religião, para a teosofia, ou para o espiritismo e encontramos conforto em suas várias teorias, as quais nos capacitam para termos esperança de nos voltarmos a unir àqueles a quem amamos. Do que depreendo de vosso ponto de vista, não somente esta esperança, essa ânsia de conforto é uma ilusão, porém também o desejo de prolongar a individualidade em nós e nos outros nada mais é do que atrair tristeza, pois que é continuar na limitação. Ao passo que, se pudéssemos realizar o puro ser, experimentaríamos em sua totalidade essa alegria que já conhecemos em grau infinitesimal por intermédio do amor individual. É isto o que quereis significar?

Krishnamurti: A tristeza ocasionada pela morte nada mais é do que uma outra maneira de estar desapercebido de que vós, mesmo como indivíduos sois seres separados; daí manifesta-se a solidão. Esta solidão tem lugar, pelo fato de proporcionardes o vosso amor a outro ser que se encontra também apercebido de sua individualidade e assim, quando esse ser morre — o que tem de acontecer, — sobrevém a tristeza. Se, porém, estiverdes apercebidos, por meio do esforço, por meio da pureza da conduta na qual não existe sentimento de separação — vosso amor (no qual o ódio se acha também incluído, bem como o ciúme, a inveja, a cobiça e todos os opostos), em vez de se apegar às existências individuais, torna-se a sua própria continuidade, sua própria eternidade. Pelo fato de em vossa consciência existir a separatividade, o conhecimento da individualidade, do “tu” e do “eu”, tem que haver tristeza. Quando vos encontrais apercebidos da separação, existe limitação e em seu despertar há sofrimento. Se somente amardes o que é externo, o que é a manifestação do real, tem que haver sofrimento; ao passo que se amardes a realidade existente em todas as coisas, posto que as suas expressões variem, dar-se-á a continuidade do amor. Todos que se encontram em tristeza buscam uma explicação para a tristeza, explicação que dissipe a tristeza causada pela separação. Se alguém morre, quereis conservar-vos unidos à sua individualidade em outro plano de consciência, em outro plano de fenômenos. Deveríeis encarar isto do ponto de vista da continuidade da existência. Contemplais o amor — no qual se acha implícito o ódio, a cobiça, e todos os outros opostos — a partir do ponto de vista da individualidade autoconsciente e quereis que essa individualidade se prolongue através do tempo; isto é, quereis que a individualidade continue ininterruptamente expandindo-se. Se souberdes que a individualidade é uma limitação, que o propósito da existência individual é realizar a unidade da vida, realizar a pura existência sem esforço, então, por meio da luta verificareis que nessa unidade todos os indivíduos separados se encontram reunidos. Então não mais pedireis para vos juntardes aquilo que amais como entidade separada.   


Krishnamurti em Reunião de Verão, 24 de julho de 1930 
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"Quando você compreende, quando chega a saber,
então traz toda a beleza do passado de volta
e dá a esse passado o renascimento, renova-o,
de forma que todos os que o conheceram
possam estar de novo sobre a terra
e viajar por aqui, e ajudar as pessoas." (Tilopa)



"Nos momentos tranqüilos da meditação, a vontade de DEUS pode tornar-se evidente para nós. Acalmar a mente, através da meditação, traz uma paz interior que nos põe em contato com DEUS dentro de nós. Uma premissa básica da meditação, é que é difícil, senão impossível, alcançar um contato consciente, à não ser que a mente esteja sossegada. Para que haja um progresso, a comum sucessão ininterrupta de pensamentos tem de parar. Por isso, a nossa prática preliminar será sossegar a mente e deixar os pensamentos que brotam morrerem de morte natural. Deixamos nossos pensamentos para trás, à medida que a meditação do Décimo Primeiro Passo se torna uma realidade para nós. O equilíbrio emocional é um dos primeiros resultados da meditação, e a nossa experiência confirma isso." (11º Passo de NA)


"O Eu Superior pode usar algum evento, alguma pessoa ou algum livro como seu mensageiro. Pode fazer qualquer circunstância nova agir da mesma forma, mas o indivíduo deve ter a capacidade de reconhecer o que está acontecendo e ter a disposição para receber a mensagem". (Paul Brunton)



Observe Krishnamurti, em conversa com David Bohn, apontando para um "processo", um "caminho de transformação", descrevendo suas etapas até o estado de prontificação e a necessária base emocional para a manifestação da Visão Intuitiva, ou como dizemos no paradigma, a Retomada da Perene Consciência Amorosa Integrativa...


Krishnamurti: Estávamos discutindo o que significa para o cérebro não ter movimento. Quando um ser humano ESTEVE SEGUINDO O CAMINHO DA TRANSFORMAÇÃO, e PASSOU por TUDO isso, e esse SENTIDO DE VAZIO, SILÊNCIO E ENERGIA, ele ABANDONOU QUASE TUDO e CHEGOU AO PONTO, à BASE. Como, então, essa VISÃO INTUITIVA afeta a sua vida diária? Qual é o seu relacionamento com a sociedade? Como ele age em relação à guerra, e ao mundo todo — um mundo em que está realmente vivendo e lutando na escuridão? Qual a sua ação? Eu diria, como concordamos no outro dia, que ele é o não-movimento.

David Bohn: Sim, dissemos que a base era movimento SEM DIVISÃO.

K: Sem divisão. Sim, correto. (Capítulo 8 do livro, A ELIMINAÇÃO DO TEMPO PSICOLÓGICO)


A IMPORTÂNCIA DA RENDIÇÃO DIANTE DA MENTE ADQUIRIDA
Até praticar a rendição, a dimensão espiritual de você é algo sobre o que você lê, de que fala, com que fica entusiasmado, tema para escrita de livros, motivo de pensamento, algo em que acredita... ou não, seja qual for o caso. Não faz diferença. Só quando você se render é que a dimensão espiritual se tornará uma realidade viva na sua vida. Quando o fizer, a energia que você emana e que então governa a sua vida é de uma frequência vibratória muito superior à da energia mental que ainda comanda o nosso mundo. Através da rendição, a energia espiritual entra neste mundo. Não gera sofrimento para você, para os outros seres humanos, nem para qualquer forma de vida no planeta. (Eckhart Tolle em , A Prática do Poder do Agora, pág. 118)


O IMPOPULAR DRAMA OUTSIDER — O encontro direto com a Verdade absoluta parece, então, impossível para uma consciência humana comum, não mística. Não podemos conhecer a realidade ou mesmo provar a existência do mais simples objeto, embora isto seja uma limitação que poucas pessoas compreendem realmente e que muitas até negariam. Mas há entre os seres humanos um tipo de personalidade que, esta sim, compreende essa limitação e que não consegue se contentar com as falsas realidades que nutrem o universo das pessoas comuns. Parece que essas pessoas sentem a necessidade de forjar por si mesmas uma imagem de "alguma coisa" ou do "nada" que se encontra no outro lado de suas linhas telegráficas: uma certa "concepção do ser" e uma certa teoria do "conhecimento". Elas são ATORMENTADAS pelo Incognoscível, queimam de desejo de conhecer o princípio primeiro, almejam agarrar aquilo que se esconde atrás do sombrio espetáculo das coisas. Quando alguém possui esse temperamento, é ávido de conhecer a realidade e deve satisfazer essa fome da melhor forma possível, enganando-a, sem contudo jamais poder saciá-la. — Evelyn Underhill