“Assimila o que puderes, das verdades destas páginas — e cria em tua alma uma atmosfera propícia para compreenderes mais, com o correr dos anos e tua progressiva evolução espiritual, que consiste essencialmente na abolição do egoísmo em todos os seus aspectos, e na proclamação de um amor sincero e universal para com todas as criaturas de Deus”. — Huberto Rohden

O princípio único primordial acima das personalidades


Penso que para compreendermos de modo adequado, e formularmos adequadamente nossas perguntas, necessário é nos aproximarmos de tais assuntos com um desejo oriundo de afeto. Explicarei o que quero dizer com isto. De nada serve o criticar meramente e intelectualmente; deveis vos acercar do objeto de vossa critica com uma grande dose de afeto — não para mim, pessoalmente, porém, para com o assunto. Poemis de outra forma, se vossa critica or meramente intelectual, não será de utilidade para a vossa vida diária. Assim, os primeiros requisitos para o entendimento é o afeto pela coisa tida em vista — não pela pessoa que representa a ideia, mas pela ideia em si mesma. Sei de muitas pessoas que bondosamente me tem afeto, etc., porém essa afeição com mente dispersiva não conduz à coisa alguma. Fundamentalmente, não tem valor. Ao passo que, se examinardes, analisardes, criticardes com afeto, então, essa ideia se tornará prática e poderá ser traduzida na ação diária. Se houver afeito para essa ideia central, então haverá amizade para com todos que se aproximarem dela. Presentemente todos vós estais buscando à esta ideia separada, individualmente, como entidades separadas, cada qual olhando o outro por fora. Há espírito de contradição, antagonismo entre os indivíduos que se aproximam da mesma ideia, todos se esforçando para realiza-la e compreende-la. Porém, para vos aproximardes, compreenderdes e verificardes, tendes que vir imbuídos de afeto — não com o sentimento da posse, não com o espírito de rivalidade de quem compreende mais e quem compreende menos. A ideia é que deve tornar o fator dominante, não os indivíduos; a realidade precisa tornar-se uma realização viva, perceptível, entusiástica, ativa na conduta. Por esta maneira não nos perderemos a nós mesmos por entre as teorias, filosofias, porém, achar-nos-emos altamente concentrados em traduzir o nosso próprio entendimento na ação diária, a qual será a conduta. A conduta não necessita de ter como fundo uma filosofia altamente complicada. A verdadeira conduta é a conduta auto-realizada, não baseada em qualquer filosofia, porém baseada em nossa própria experiência. Daí, a conduta torna-se a revelação da nossa realização na atividade. Não se é julgado pelas crenças, pelas filosofias que se adota, porém pelo que se é, — pela maneira pela qual se trata a outras pessoas, pela maneira de nos comportarmos; e não pelo que se sustenta intelectualmente coo sendo a nossa filosofia. Logo que nos esforçamos para realizar a realidade central, viva, para a qual todos, embora desajeitadamente, gravitamos, então nosso afeto, nosso pensamento, nosso inteiro entusiasmo se volta para tal fim; deixamos de ser antagônicos para com os outros indivíduos que se aproximam do mesmo ideal.

Presentemente, dá-se um combate entre indivíduos; mas não um combate com a concepção, com a efetiva percepção da realidade. Daí, a energia é desperdiçada. Em lugar dos indivíduos se ajudarem uns aos outros, tornam-se barreiras uns para com os outros. Se me fosse dado sugerir-vos algo, diria: a conduta — que é tradução de nossos sentimentos e ideias, de nossas concepções, emoções e pensamentos em atividade — necessita ter suas raízes em alguma espécie de filosofia. Agora, para mim, esta espécie de filosofia, de realidade viva, essa realidade é o PURO SER; e a respeito disto virei a falar cada vez mais, reiteradamente. Toda a conduta deve, por fim, conduzir a pessoa na direção desse PURO SER, de modo que as perguntas se venham a referir, não somente a essa realidade última, porém ao meio prático de expressar essa realidade na conduta. Por outras palavras, não nos deixemos perder em filosofias, no questionar a cerca de uma coisa que somente por nós próprios pode ser realizada por meio de nosso próprio julgamento, por meio de nossa própria percepção e esforço. Podemos, porém, discutir o como regular e conduzir nossas vidas. De outro modo estamos discutindo o absoluto sem valor prático nenhum para a nossa vida.           


Krishnamurti em Reunião de Verão, Eerde, 17 de julho de 1930
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"Quando você compreende, quando chega a saber,
então traz toda a beleza do passado de volta
e dá a esse passado o renascimento, renova-o,
de forma que todos os que o conheceram
possam estar de novo sobre a terra
e viajar por aqui, e ajudar as pessoas." (Tilopa)



"Nos momentos tranqüilos da meditação, a vontade de DEUS pode tornar-se evidente para nós. Acalmar a mente, através da meditação, traz uma paz interior que nos põe em contato com DEUS dentro de nós. Uma premissa básica da meditação, é que é difícil, senão impossível, alcançar um contato consciente, à não ser que a mente esteja sossegada. Para que haja um progresso, a comum sucessão ininterrupta de pensamentos tem de parar. Por isso, a nossa prática preliminar será sossegar a mente e deixar os pensamentos que brotam morrerem de morte natural. Deixamos nossos pensamentos para trás, à medida que a meditação do Décimo Primeiro Passo se torna uma realidade para nós. O equilíbrio emocional é um dos primeiros resultados da meditação, e a nossa experiência confirma isso." (11º Passo de NA)


"O Eu Superior pode usar algum evento, alguma pessoa ou algum livro como seu mensageiro. Pode fazer qualquer circunstância nova agir da mesma forma, mas o indivíduo deve ter a capacidade de reconhecer o que está acontecendo e ter a disposição para receber a mensagem". (Paul Brunton)



Observe Krishnamurti, em conversa com David Bohn, apontando para um "processo", um "caminho de transformação", descrevendo suas etapas até o estado de prontificação e a necessária base emocional para a manifestação da Visão Intuitiva, ou como dizemos no paradigma, a Retomada da Perene Consciência Amorosa Integrativa...


Krishnamurti: Estávamos discutindo o que significa para o cérebro não ter movimento. Quando um ser humano ESTEVE SEGUINDO O CAMINHO DA TRANSFORMAÇÃO, e PASSOU por TUDO isso, e esse SENTIDO DE VAZIO, SILÊNCIO E ENERGIA, ele ABANDONOU QUASE TUDO e CHEGOU AO PONTO, à BASE. Como, então, essa VISÃO INTUITIVA afeta a sua vida diária? Qual é o seu relacionamento com a sociedade? Como ele age em relação à guerra, e ao mundo todo — um mundo em que está realmente vivendo e lutando na escuridão? Qual a sua ação? Eu diria, como concordamos no outro dia, que ele é o não-movimento.

David Bohn: Sim, dissemos que a base era movimento SEM DIVISÃO.

K: Sem divisão. Sim, correto. (Capítulo 8 do livro, A ELIMINAÇÃO DO TEMPO PSICOLÓGICO)


A IMPORTÂNCIA DA RENDIÇÃO DIANTE DA MENTE ADQUIRIDA
Até praticar a rendição, a dimensão espiritual de você é algo sobre o que você lê, de que fala, com que fica entusiasmado, tema para escrita de livros, motivo de pensamento, algo em que acredita... ou não, seja qual for o caso. Não faz diferença. Só quando você se render é que a dimensão espiritual se tornará uma realidade viva na sua vida. Quando o fizer, a energia que você emana e que então governa a sua vida é de uma frequência vibratória muito superior à da energia mental que ainda comanda o nosso mundo. Através da rendição, a energia espiritual entra neste mundo. Não gera sofrimento para você, para os outros seres humanos, nem para qualquer forma de vida no planeta. (Eckhart Tolle em , A Prática do Poder do Agora, pág. 118)


O IMPOPULAR DRAMA OUTSIDER — O encontro direto com a Verdade absoluta parece, então, impossível para uma consciência humana comum, não mística. Não podemos conhecer a realidade ou mesmo provar a existência do mais simples objeto, embora isto seja uma limitação que poucas pessoas compreendem realmente e que muitas até negariam. Mas há entre os seres humanos um tipo de personalidade que, esta sim, compreende essa limitação e que não consegue se contentar com as falsas realidades que nutrem o universo das pessoas comuns. Parece que essas pessoas sentem a necessidade de forjar por si mesmas uma imagem de "alguma coisa" ou do "nada" que se encontra no outro lado de suas linhas telegráficas: uma certa "concepção do ser" e uma certa teoria do "conhecimento". Elas são ATORMENTADAS pelo Incognoscível, queimam de desejo de conhecer o princípio primeiro, almejam agarrar aquilo que se esconde atrás do sombrio espetáculo das coisas. Quando alguém possui esse temperamento, é ávido de conhecer a realidade e deve satisfazer essa fome da melhor forma possível, enganando-a, sem contudo jamais poder saciá-la. — Evelyn Underhill