“Assimila o que puderes, das verdades destas páginas — e cria em tua alma uma atmosfera propícia para compreenderes mais, com o correr dos anos e tua progressiva evolução espiritual, que consiste essencialmente na abolição do egoísmo em todos os seus aspectos, e na proclamação de um amor sincero e universal para com todas as criaturas de Deus”. — Huberto Rohden

A certeza deve vir somente com o atingimento final

Naturalmente há perplexidade nas mentes de muitos dentre vós e é assunto, penso eu, para congratulações o fato de existir tal perplexidade e incerteza. Porque, se vos sentirdes certos, jamais podereis encontrar a verdade. A certeza deve vir somente com o atingimento final. Até que chegue essa condição final deve haver constante busca e nem mesmo e nem um momento sequer de certeza. Assim, é assunto de extremo deleite, para mim, pessoalmente, que existam tais contradições, tais incertezas, criadas em vossas mentes de modo que sejais capazes de pensar por vós próprios e não seguirdes a quem quer que seja.

Se falo francamente, esta manhã, peço-vos que compreendais que não é pelo espírito de ataque pessoal, ou por autoridade, ou pelo desejo de criar um corpo de seguidores. Não pretendo, como já o disse repetidamente, que qualquer homem siga a outro, que um homem qualquer se submeta ao veredito de outrem ou que esteja colocado sob o jugo da autoridade de outrem. O que digo, digo-o com toda a sinceridade, com pleno conhecimento do que estou dizendo, com absoluta convicção, adquirida por mim mesmo, daquilo de que vos estou falando, e peço àqueles que forem bastante honestos para me escutarem, terem a mesma sinceridade de pensamento, a mesma honestidade de examinar o que estou dizendo pelo seu valor intrínseco. Ninguém, seja quem for, vos pode dizer qual é o início, a não ser que vós próprios vades ao início. Por favor, atentai, no pleno significado, na profundeza plena do que estou dizendo, e não no seu significado superficial.  

Não desejo entrar em controvérsias a respeito de quem sou e de quem não sou. Ninguém sabe coisa alguma a tal respeito. Podem apenas conjecturar. Portanto, não tem valor o que quem quer que seja diga de mim. É este o mais insignificantes dos assuntos. Durante séculos, vossas mentes têm sido adestradas para obedecer à autoridade, não somente aqui, porém por todo o mundo. Depois de terdes ouvido a autoridade, esquecei-vos de pensar por vós próprios claramente, impessoalmente, sem qualquer parcialidade no que respeita a indivíduos. Não digo tudo isto por dureza ou por qualquer intenção de despertar antagonismo.

A verdade não pertence a pessoas; não pertence a classe alguma; não pertence a nenhuma reunião de criaturas que a possam interpretar; não pertence aos poucos escolhidos que possam transmitir tal conhecimento aos outros. A verdade e seu atingimento é coisa puramente individual e nada tem que ver com quais quer pessoas. Tem-se tornado moda ultimamente — especialmente entre os teosofistas que são, suponho eu, mais complicados do que os outros — o caminho da clara enunciação da verdade. Como disse, não é minha intenção discutir este assunto, não porque não seja capaz disso, porém por ser ele absolutamente isento de valor. A vós pertence o julgar por vós próprios; não meramente aceitar o que vos é dito, o que vos informam a respeito de quem está e de quem não está falando. Certamente que vale mais a pena, é maior e mais nobre o pensar por si mesmo para depois agir, sejam quais forem as consequências. Porque, quando tiverdes essa capacidade de pensar por vós próprios, estareis vivendo, estareis em contato com a vida, estareis em amor com ela. A partir do momento que deixeis esta ideia de lado e vos permitais ser utilizado por outrem, estareis traindo a própria coisa que buscais. Assim, é assunto muito sério o examinardes o que eu digo, esquecendo vossas complicações, vossas infantis invencionices, se assim me posso expressar, sobre quem é ou quem não é que está falando pois tal coisa é de pouquíssima valia. Ninguém o pode saber senão vós próprios. Não deis ouvidos a ninguém, porém somente às vossas próprias mentes e aos vossos próprios corações pois que aí está maior sabedoria do que em todos os profetas. O que pensais e as consequências de vossas ações nascidas do pensamento têm um valor maior, uma maior força, uma vastidão maior do que o obedecer e seguir cegamente, mesmo o seguir abertamente, seja a quem for. Em assuntos espirituais não existe Cristo nem Buda, fora de vós próprios. Pois é o eu que precisa ser purificado e enobrecido e liberto no indivíduo, e, no dar essa liberdade ao eu, reside a libertação e a eterna felicidade que não tem variação.

Assim, pois, por favor, quando eu estiver falando, esforçai-vos por chegar ao significado do que vos estou dizendo, em vez de cogitardes acerca de quem está falando. O que estou dizendo levanta-se como um todo em conjunto. Não podeis tomar um exemplo separadamente e desprezar o todo. Examinai o todo imparcialmente, logicamente; dissecai-o, fazei-o em pedaços; porém não deis ouvidos a ninguém, dai ouvidos às vossas próprias mentes e corações. Aí somente reside a Eternidade, aí somente reside a plena flor da espiritualidade. Seria mero desperdício de meu tempo o discutir quem é que está e quem não está falando. Jamais responderei a esta pergunta, por não ter ela valor algum. Se eu a respondesse seria um mero apelo a certa autoridade, que vos viria deliciar. Porém digo, — não como um apelo, nem para servir-me de autoridade — que atingi aquilo que todo o homem está buscando, seja em que estágio que for da evolução, essa perfeição que é equilíbrio da razão e do amor, que é libertação de todas as experiências do eu e não das coisas relativas. Pois na manifestação há sempre mudanças, contradição, variedade, diversidade; porém, no atingir do eu, na purificação desse eu, no equilíbrio desse eu, na perfeição e libertação desse eu reside a omnisciência (consciência expandida).  Assim, tendes somente de encarar isto e a nada mais, se quiserdes entender o que estou dizendo. Se não desejardes isso, não venhais. Há muitos espaços e muitos céus abertos. Assim, por favor, examinai o que digo com espírito de inquirição e não com espírito do “estareis certo ou errado?” que deve vir depois, isto é, após a vossa pesquisa sem preconceitos. Por favor, buscai sem espírito de partidarismo, porém esquecei todas as vossas personalidades e vossos anseios pessoais, gostos e desgostos. Sede livres de mente, sem preconceitos, pois que não quero falar inutilmente a pessoas que não me queiram dar ouvidos. Antes me fora embora. Antes quisera eu ter duas pessoas que realmente compreendessem o pleno significado do que digo do que milhares que apenas me deem ouvidos. Pois o homem que compreende altera sua visão integral da vida, torna-se senhor de suas circunstâncias, destrói as barreiras que o rodeiam. Tal é o homem que compreende, e meu deleite, meu propósito, minha intenção é criar um tal entendimento.
Antes de responder as perguntas que me foram dirigidas, quisera, naturalmente, expor perante vós alguns pontos em redor dos quais centralizarei minhas respostas. Precisais, portanto, se assim me posso exprimir, verificar o ponto de vista sob o qual respondo. Tenho dito e sustento ainda, que a verdade, a mais elevada forma de espiritualidade, é um país sem caminho. Para vos aproximardes dessa verdade não podeis trilhar caminho algum, seja ele qual for. Sei que hei de dizer muitas coisas contrárias ao vosso pensar, porém não importa. Se simplesmente escutardes com mente investigadora, verificareis se o que eu digo é razoável ou não.

Ora, vossas mentes estão habituadas à ideia de um caminho que tendes de percorrer, porém, como a verdade é a sede do eu, ela não tem caminhos. Dela não vos podeis aproximar por um caminho qualquer. Ela é completa, sem variação. Se dela vos esforçardes por vos aproximar por uma condição unilateral, jamais podereis atingir, porque a verdade é vida; e no amor dessa vida, na plenitude dessa vida reside a verdade, o atingir da espiritualidade, não no desenvolver de uma particular qualidade, de um particular atributo da virtude. Nada tem ela que ver com todas as coisas. Para o homem que está se aproximando da verdade, essas coisas podem ser a realidade por um momento, porém para o homem que procura, não pode existir caminho. Ele tem que tomar o inteiro céu aberto, todo o pranto, todo o riso, todo o canto em seu coração e mente e não excluir a si mesmo por certas limitações, em templos, em igrejas. Se por uma tarde viajardes por uma estrada, escutareis os clamores de muitas pessoas, o gorjeio de um pássaro e o riso de crianças. Se isto entenderdes e se isto amardes, então compreendereis a verdade; estareis começando a conquistar e a modelar o eu pleno. Não posso demorar-me muito sobre estes tópicos, somente neles posso tocar.

Não quero que aceiteis meu ponto de vista nem que repitais o que eu digo como papagaios; de outro modo, em vez da velha fraseologia, inventareis outra nova sem modificardes a face do vosso entendimento. Isto não tem valor. Por favor, não repitais estas coisas enquanto não houverdes compreendido o seu pleno significado, enquanto as não tiverdes vivido, enquanto este viver não arder dentro de vós, enquanto ele não for capaz de destruir as coisas não essenciais que existem ao redor de vós. Assim, repito: a verdade sendo um país sem caminhos, sendo o todo, homem algum se pode aproximar dela por um caminho qualquer.

A verdade desafia toda a competição. Se trouxerdes a verdade à competição, acontecerá o mesmo que a água limpa na qual um fragmento de limpeza haja sido lançado. Tendes que tornar idôneos a vós próprios, dignos da verdade e não reduzir a verdade ao vosso próprio nível. A verdade não tem seu povo especial, nem indivíduos escolhidos, nem favoritos, nem gente que possua a capacidade de a interpretar para vós. Por favor, atentai nisto que vos estou dizendo, porque desejo que vos modifiqueis. Naturalmente que, dentro de um ano, haveis de mudar, porém de que serve, se estais com fome, o pensardes num festim que terá seu lugar daqui a muitos dias? As vossas mentes e corações estão todas sendo edificadas sobre essa ideia de que a verdade pode ser somente entendida por uns poucos, que ela tem seu povo especial capaz de interpretá-la, que dá seu pleno significado, sua força, sua potencialidade a outros. A verdade é o todo e um país que desafia toda interpretação feita por outrem. Pelo fato de a verdade ser puramente um assunto individual nada tem que ver com outrem. O homem que busca distinções em espiritualidade, vantagens em espiritualidade, não é capaz de entender o pleno significado da espiritualidade.

Como disse, a verdade é um assunto puramente individual. Ela nada tem que ver com a massa e apesar disso a massa é o indivíduo, o conjunto é composto de indivíduos. Portanto, não encareis a verdade do ponto de vista da massa, porém contemplai-a antes do ponto de vista do indivíduo. Não é de egoísmo que vos estou falando nem do egocentrismo. Estou falando da purificação, da liberdade do indivíduo e, por esse meio, da liberdade do mundo.

A verdade nada tem a ver com a popularidade ou com o proselitismo. Ela é contrária à autoridade, contrária ao hipnotismo, contrária à moral, contrária às religiões instituídas para as massas, às religiões para o todo. Ela desafia todas essas coisas, porque a verdade é um assunto pura e integralmente do indivíduo. A verdade desafia toda a autoridade, quer se trate de autoridade moral, quer espiritual, a autoridade dos eruditos ou a dos profetas; desafia toda a autoridade, seja ela qual for, pois que a autoridade está sempre procurando dominar e, portanto, jamais pode aproximar-se da verdade. E como tendes estado sobrecarregados deste jugo durante séculos, atemorizai-vos de a desprezar, atemorizai-vos de permanecer sós e ver, inquirir e buscar por vós próprios a verdade que não está dentro do circulo da autoridade.

Ninguém vos pode conduzir à verdade. Nenhum profeta, nenhum erudito, quantidade alguma de sacrifícios feitos pelos outros, nenhuma salvação, nem a força de outrem — por mui espiritualmente avançado que esteja — vos pode levar à verdade, pois tais coisas não são espirituais. A espiritualidade de que vos falo é puramente do indivíduo e do eu. Como ninguém pode vos aliviar vossa dor a não ser vós próprios, como ninguém pode proporcionar pacificação ao turbilhão do eu exceto vós próprios, tendes que ter em vista o eu que está dentro de vós; e este eu é muito maior, muito mais grandioso do que as pessoas que já houveram atingido, do que os profetas que vos tem de levar pela mão.

Uma vez mais, a verdade não é o culto piedoso, pois que a piedade é mediocridade. A verdade nada tem que ver com culto. Por que haveis de cultuar a outrem? Se, porém, tendes necessidade de prestar culto, cultuai o palafreneiro que vai pelas ruas. Não vos recolhais a templos para adorar certo deus decadente; cultuai o ser que experimenta tristeza, que luta, que vagueia por todas as ruas. Buscais espiritualidade e a verdade pelo imortalizar a outrem e não pelo criar a imortalidade dentro de vós mesmos; e, assim, tendes inumeráveis deidades, deuses, religiões, cerimoniais — todas essas coisas que são vãs quando comparadas com o eu real.

Na busca pela verdade não há nem videntes nem livros sagrados, nem cerimônias, nem religiões, nem Cristos, nem Budas. Existe somente o eu e no purificar este eu, no libertar este eu, reside a liberdade do eu. Se colocardes seja o que for ao lado disto, em confronto, o eu tem que negar todas as coisas para chegar a atingir. Não pode ter conforto no abrigo da autoridade de outras pessoas, na sabedoria de outras pessoas. Que valor tem para vós eu ser feliz e vós infelizes? De que vale eu estar repleto e vós famintos? De que vale os outros haverem atingido e vós não? De que vos vale cultuar a outrem se estiverdes lutando? O culto, a piedade, somente levarão ao esquecimento do eu, ao domínio, à repressão do eu e o eu pode somente atingir a grandeza pelo seu crescimento, pelo seu preenchimento, pelo seu frutuoso contato com a vida.

Assim, com tudo isto em mente, e ainda com o mais que discutiremos pelos dias vindouros, se por isso vos interessardes — não de modo meramente intelectual, não para saberdes se estais certos ou errados — libertemos essa energia que há de alterar todo o ponto de vista da vida. Com isto em mente, deveis perguntar a vós mesmos o que é que estais buscando, o que quereis, para que servem todas as vossas invenções.

Que estais buscando? Estais buscando a espiritualidade que nada tem que ver com qualquer religião, com quaisquer cerimonias, com quaisquer deuses? Estais buscando essa espiritualidade que é o preenchimento do eu? Por obsequio, não penseis que vos falo com rudeza. Temos que fazer face a esta questão; se o não fizermos agora teremos que faze-lo nos anos vindouros.  

Quereis meramente enfeitar a casa que em redor de vós haveis edificado, inventar luz elétrica para fazer descer a energia do exterior, com todas as inúmeras complicações que uma mente incerta cria? Ou lançar-vos-eis à tarefa de destruir essa casa para atingir a liberdade? Quereis meramente trepar os degraus de uma escada que está defronte de vós, ou quereis libertar-vos de todos esses turbilhões?

Se responderdes a essas perguntas, verificareis que o que está ao redor de vós é de vossa própria criação. Nada tem que ver com a verdade, é invenção da mente, pois que a vida está sempre buscando libertação, está sempre procurando liberdade no que se refere às barreiras que criam tristeza; e uma vez que tenha sido atingida, essa libertação não tem começo, não tem caminho, não tem fim.

Que estais buscando? Se estais procurando o conforto, essa putrificante satisfação, então, naturalmente, inventareis muitas coisas para vos sustentarem em vossa tristeza, porém jamais desenterrareis a raiz dessa tristeza. Se, porém, estiverdes buscando a tristeza, estais começando a destruir todas as limitações, não sois cultuantes de coisa alguma, estais buscando essa perfeição do eu que é a perfeição do todo.

O eu que está em todo o ser é vida e a vida é pensamento em ação no começo e, à medida que cresce para sua consecução final, é pensamento em existência. Discutiremos isso mais tarde; porém, como disse antes, não aceiteis coisa alguma a não ser que vossos corações, que vossas mentes estejam seguras, sem sombra de dúvida, e então, alterai e destruí todas as coisas não essenciais que estão ao redor de vós e tornai-vos livres. Então, estareis em pleno êxtase com a vida, em amor com a vida, com toda a sombra que baila, com todo o choro, com todo o espoucar do riso. Não traduzais isto por misticismo; a verdade nada tem que ver com tais coisas. Ela é o todo e, para atender o conjunto não vos podeis aproximar dele por um caminho qualquer. Tendes de possuir a uniquidade do eu em vós mesmos.


Krishnamurti em discurso na Loja de Adyar da Sociedade Teosófica, 1928
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"Quando você compreende, quando chega a saber,
então traz toda a beleza do passado de volta
e dá a esse passado o renascimento, renova-o,
de forma que todos os que o conheceram
possam estar de novo sobre a terra
e viajar por aqui, e ajudar as pessoas." (Tilopa)



"Nos momentos tranqüilos da meditação, a vontade de DEUS pode tornar-se evidente para nós. Acalmar a mente, através da meditação, traz uma paz interior que nos põe em contato com DEUS dentro de nós. Uma premissa básica da meditação, é que é difícil, senão impossível, alcançar um contato consciente, à não ser que a mente esteja sossegada. Para que haja um progresso, a comum sucessão ininterrupta de pensamentos tem de parar. Por isso, a nossa prática preliminar será sossegar a mente e deixar os pensamentos que brotam morrerem de morte natural. Deixamos nossos pensamentos para trás, à medida que a meditação do Décimo Primeiro Passo se torna uma realidade para nós. O equilíbrio emocional é um dos primeiros resultados da meditação, e a nossa experiência confirma isso." (11º Passo de NA)


"O Eu Superior pode usar algum evento, alguma pessoa ou algum livro como seu mensageiro. Pode fazer qualquer circunstância nova agir da mesma forma, mas o indivíduo deve ter a capacidade de reconhecer o que está acontecendo e ter a disposição para receber a mensagem". (Paul Brunton)



Observe Krishnamurti, em conversa com David Bohn, apontando para um "processo", um "caminho de transformação", descrevendo suas etapas até o estado de prontificação e a necessária base emocional para a manifestação da Visão Intuitiva, ou como dizemos no paradigma, a Retomada da Perene Consciência Amorosa Integrativa...


Krishnamurti: Estávamos discutindo o que significa para o cérebro não ter movimento. Quando um ser humano ESTEVE SEGUINDO O CAMINHO DA TRANSFORMAÇÃO, e PASSOU por TUDO isso, e esse SENTIDO DE VAZIO, SILÊNCIO E ENERGIA, ele ABANDONOU QUASE TUDO e CHEGOU AO PONTO, à BASE. Como, então, essa VISÃO INTUITIVA afeta a sua vida diária? Qual é o seu relacionamento com a sociedade? Como ele age em relação à guerra, e ao mundo todo — um mundo em que está realmente vivendo e lutando na escuridão? Qual a sua ação? Eu diria, como concordamos no outro dia, que ele é o não-movimento.

David Bohn: Sim, dissemos que a base era movimento SEM DIVISÃO.

K: Sem divisão. Sim, correto. (Capítulo 8 do livro, A ELIMINAÇÃO DO TEMPO PSICOLÓGICO)


A IMPORTÂNCIA DA RENDIÇÃO DIANTE DA MENTE ADQUIRIDA
Até praticar a rendição, a dimensão espiritual de você é algo sobre o que você lê, de que fala, com que fica entusiasmado, tema para escrita de livros, motivo de pensamento, algo em que acredita... ou não, seja qual for o caso. Não faz diferença. Só quando você se render é que a dimensão espiritual se tornará uma realidade viva na sua vida. Quando o fizer, a energia que você emana e que então governa a sua vida é de uma frequência vibratória muito superior à da energia mental que ainda comanda o nosso mundo. Através da rendição, a energia espiritual entra neste mundo. Não gera sofrimento para você, para os outros seres humanos, nem para qualquer forma de vida no planeta. (Eckhart Tolle em , A Prática do Poder do Agora, pág. 118)


O IMPOPULAR DRAMA OUTSIDER — O encontro direto com a Verdade absoluta parece, então, impossível para uma consciência humana comum, não mística. Não podemos conhecer a realidade ou mesmo provar a existência do mais simples objeto, embora isto seja uma limitação que poucas pessoas compreendem realmente e que muitas até negariam. Mas há entre os seres humanos um tipo de personalidade que, esta sim, compreende essa limitação e que não consegue se contentar com as falsas realidades que nutrem o universo das pessoas comuns. Parece que essas pessoas sentem a necessidade de forjar por si mesmas uma imagem de "alguma coisa" ou do "nada" que se encontra no outro lado de suas linhas telegráficas: uma certa "concepção do ser" e uma certa teoria do "conhecimento". Elas são ATORMENTADAS pelo Incognoscível, queimam de desejo de conhecer o princípio primeiro, almejam agarrar aquilo que se esconde atrás do sombrio espetáculo das coisas. Quando alguém possui esse temperamento, é ávido de conhecer a realidade e deve satisfazer essa fome da melhor forma possível, enganando-a, sem contudo jamais poder saciá-la. — Evelyn Underhill